Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
SBACV 2023 — C1

FAV: Avaliação Pré-Operatória, Sítio Ideal de CVC e Imagem no Implante do Cateter

Diretrizes SBACV 2023: mapeamento pré-operatório não mandatório para todos — indicado apenas em alto risco de falência (idosos, mulheres, diabéticas, DAOP, múltiplos acessos). Sítio de CVC: JI direita como primeira escolha; subclávia evitar (estenose central 42-50%; reduz sobrevida da FAV ipsilateral). US obrigatório na punção (nível 1A); radioscopia para posicionamento (nível 1B).

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 22 de junho de 202610 min de leitura

Resposta direta: Mapeamento pré-operatório para FAV: NÃO mandatório universal (nível 2C) — indicado em alto risco (idosos, DM, DAOP, múltiplos acessos, exame físico inconclusivo). Sítio de CVC: JI direita (1ª escolha) → JI esquerda → femoral → subclávia (EVITAR — estenose venosa central 42-50%, reduz sobrevida da FAV ipsilateral). Imagem no implante: ultrassom para punção (nível 1A — obrigatório); radioscopia para posicionamento da ponta (nível 1B — sempre que possível).

As Diretrizes SBACV 2023 respondem três perguntas fundamentais do pré-operatório do acesso vascular para hemodiálise: quando fazer o mapeamento ultrassonográfico, onde puncionar o cateter de longa permanência e como garantir o implante seguro e bem posicionado.

Pergunta 1 — Mapeamento Pré-Operatório para FAV

Não mandatório para todos — mas indicado em pacientes de alto risco (nível 2C)

✅ Mapeamento pode ser dispensado:

  • • Exame físico confiável e bem realizado
  • • Baixo risco de falência primária da FAV
  • • Veias e artérias visíveis e palpáveis

⚠️ Mapeamento INDICADO em alto risco:

  • • Idosos; mulheres; diabéticas
  • • Doença arterial obstrutiva periférica
  • • Obesos; crianças
  • • Múltiplos acessos prévios
  • • Exame físico inconclusivo

Critérios do duplex pré-operatório:

  • Artéria: diâmetro ≥2,0 mm, fluxo >500 mL/min
  • Veia para FAV: diâmetro ≥2,5 mm, profundidade <6 mm da pele
  • Veia para enxerto protético: diâmetro ≥4,0 mm
  • • Território venoso central com múltiplos cateteres prévios: considerar flebografia diagnóstica

Pergunta 2 — Sítio Ideal de CVC para Hemodiálise

Decisão individualizada — considerar: expectativa de vida, perspectiva de FAV futura, probabilidade de transplante renal, possibilidade de diálise peritoneal.

PrioridadeSítioJustificativa
1ª ✅Veia jugular interna DIREITATrajeto mais retilíneo; menor taxa de complicações; preserva JI esquerda e ambas as subclávias
2ª ⚠️Veia jugular interna esquerdaTrajeto angulado; maior risco de infecção (0,33 vs 0,24/100 cateter-dias) e disfunção
3ª ⚠️Veia femoralPerviedade primária 44%/mês; infecção 63/1.000 dias — usar em situações específicas de emergência ou sem opção
4ª ❌ EVITARVeia subcláviaEstenose venosa central em 42-50% — compromete FAV futura; cateter ipsilateral à FAV reduz sobrevida da fístula (p=0,0005)
5ª (exceção)Translombar (veia cava inferior)Quando todos os sítios tradicionais esgotados

Pergunta 3 — Imagem Obrigatória no Implante do CVC

Ultrassom para punção venosa — Nível de evidência 1A (OBRIGATÓRIO)

  • • Reduz falhas no implante: RR 0,40 (IC 95% 0,3-0,52)
  • • Reduz punções arteriais acidentais: RR 0,13 (IC 95% 0,04-0,37)
  • • Reduz formação de hematomas: RR 0,22 (IC 95% 0,06-0,81)
  • • Metanálise Cochrane (7 RCTs, 767 pacientes): US reduziu significativamente o índice de falhas no implante

Radioscopia para posicionamento da ponta — Nível 1B (sempre que possível)

  • • Ponta ideal: junção átrio-cava / porção proximal do átrio direito
  • • Método mais preciso para confirmar posicionamento adequado
  • • Sem radioscopia: realizar radiografia convencional ou telerradiografia após o implante

Referência

Harduin LO, Guerra JB, Filippo MG, et al. Diretrizes sobre acesso vascular para hemodiálise da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular. J Vasc Bras. 2023;22:e20230052. DOI: 10.1590/1677-5449.202300521

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Perguntas Frequentes

O mapeamento vascular pré-operatório é obrigatório antes de criar uma FAV?
Não, segundo as Diretrizes SBACV 2023. Para pacientes com exame físico confiável e baixo risco de falência primária, o mapeamento vascular pré-operatório não é mandatório (nível de evidência 2C). Entretanto, é fortemente indicado em pacientes de alto risco: idosos, mulheres, diabéticas, portadores de doença arterial obstrutiva periférica, obesos, crianças, pacientes com múltiplos acessos prévios ou com exame físico inconclusivo. O duplex pré-operatório avalia artéria (fluxo >500 mL/min, diâmetro >2 mm) e veia (≥2,5 mm de diâmetro, profundidade <6 mm).
Por que a veia subclávia deve ser evitada para cateteres de hemodiálise?
A incidência de estenose venosa central associada ao cateter subclávia varia entre 42 e 50% na literatura — muito superior à veia jugular interna (0-10%). A estenose venosa central compromete definitivamente o membro para confecção de FAV futura, causa edema crônico e pode impossibilitar qualquer acesso vascular definitivo naquele membro. Além disso, o cateter inserido na veia subclávia ipsilateral à FAV reduz significativamente a sobrevida da fístula (HR para diminuição da sobrevida demonstrado em análise de Kaplan-Meier com p=0,0005). Por esses motivos, a SBACV 2023 recomenda evitar a subclávia sempre que possível.
É sempre obrigatório usar ultrassom e radioscopia no implante do cateter de hemodiálise?
O ultrassom para guiar a punção venosa é fortemente recomendado (nível 1A), reduzindo significativamente falhas de implante (RR 0,40), punções arteriais (RR 0,13) e hematomas (RR 0,22). A radioscopia para posicionamento adequado da ponta é recomendada sempre que disponível (nível 1B) — a ponta ideal fica na junção átrio-cava/átrio direito. Na ausência de radioscopia, outro método diagnóstico deve ser realizado após o implante (radiografia convencional ou telerradiografia é o mais comum). A inserção baseada apenas em pontos anatômicos é aceitável somente na impossibilidade absoluta de ultrassom.

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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