Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
Saúde da Mulher

Síndrome de May-Thurner: o Mistério da Perna Esquerda Inchada

Uma condição mecânica e silenciosa que comprime a veia da perna esquerda, afeta principalmente mulheres de 20 a 50 anos e pode causar trombose — mas tem tratamento moderno e eficaz.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 12 de junho de 202611 min de leitura

Você já sentiu sua perna esquerda inexplicavelmente inchada, pesada ou com varizes que parecem surgir sem motivo aparente? Muitas mulheres convivem com esses sintomas diariamente, muitas vezes ouvindo que se trata apenas de “retenção de líquido” ou de um problema puramente estético. Quando esses sinais são persistentes e focados especificamente no lado esquerdo, o problema pode estar escondido muito além da superfície — dentro do abdome. Existe uma condição vascular chamada Síndrome de May-Thurner (também conhecida como Síndrome de Cockett): uma compressão venosa interna que afeta silenciosamente a circulação e requer atenção especializada.

Infográfico: Síndrome de May-Thurner — a artéria ilíaca direita comprime a veia ilíaca esquerda contra a coluna vertebral, risco de trombose 2 a 5 vezes maior em mulheres de 20 a 50 anos, gatilhos (gravidez, anticoncepcionais, sedentarismo) e tratamento com stent venoso
Infográfico — O mistério da perna esquerda inchada: Síndrome de May-Thurner

O Problema de “Encanamento”: Como a Síndrome Acontece

Para compreender a Síndrome de May-Thurner, podemos usar uma analogia de “encanamento” onde o espaço para os vasos sanguíneos é extremamente disputado. A base do problema é puramente anatômica e ocorre na região da bacia: a artéria ilíaca comum direita (que transporta sangue pulsante e de alta pressão para a perna direita) cruza exatamente por cima da veia ilíaca comum esquerda (que traz o sangue da perna esquerda de volta para o coração).

Como a artéria é um vaso rígido e transporta sangue pulsante e de alta pressão, ela acaba gerando um trauma mecânico constante e rítmico. Em muitas mulheres, essa artéria literalmente esmaga a veia contra o osso da coluna vertebral.

Esse impacto repetitivo não apenas bloqueia a passagem do sangue, mas também provoca uma inflamação crônica na parede interna do vaso. Como resposta, o corpo desenvolve cicatrizes internas conhecidas como “esporões”, que estreitam ainda mais o canal — dificultando severamente o retorno venoso.

Por que o Foco em Mulheres de 20 a 50 Anos?

Embora possa afetar qualquer pessoa, as estatísticas mostram que as mulheres têm muito mais chances de desenvolver a forma sintomática da síndrome:

2 a 5×

mais chances em mulheres de 20 a 50 anos de desenvolver a forma sintomática

Essa diferença ocorre devido a uma combinação de fatores biológicos e de estilo de vida:

Gestações

Durante a gravidez, o volume de sangue no corpo aumenta drasticamente e o peso do útero em expansão exerce uma pressão física adicional sobre as veias pélvicas, agravando compressões já existentes.

Hormônios

O uso de anticoncepcionais orais ou a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) na transição para a menopausa aumentam silenciosamente a tendência natural do sangue de formar coágulos.

Fatores de estilo de vida

Permanecer longos períodos sentada ou em pé, somado ao sobrepeso, eleva a pressão abdominal e torna o trabalho de retorno do sangue da perna esquerda ainda mais difícil.

O Perigo Oculto: Trombose Venosa Profunda (TVP)

O maior risco de negligenciar o inchaço crônico na perna esquerda é o desenvolvimento de uma TVP maciça e isolada na perna esquerda. Como a veia está esmagada, o sangue circula com extrema dificuldade e acaba ficando estagnado (estase sanguínea). Esse sangue parado, associado aos fatores inflamatórios e hormonais, é o gatilho perfeito para a formação súbita de coágulos.

🚨 Muitas mulheres só descobrem após a trombose

Muitas mulheres só descobrem a Síndrome de May-Thurner após um episódio doloroso de trombose. Se não for tratada corretamente, as consequências podem ser permanentes, incluindo úlceras de difícil cicatrização, inchaço crônico irreversível e o risco fatal de embolia pulmonar — quando o coágulo se desprende da perna e viaja até os pulmões.

A Solução Moderna: o Stent Venoso

Graças aos avanços da medicina, o tratamento evoluiu de cirurgias abertas agressivas para a cirurgia endovascular — um procedimento minimamente invasivo, rápido e altamente eficaz. O objetivo é desobstruir o “encanamento” de forma definitiva. O procedimento segue três passos:

  1. 1

    Acesso: o cirurgião vascular realiza um pequeno furo na virilha ou atrás do joelho para navegar com um cateter.

  2. 2

    Dilatação: um balão especial é levado até o local da compressão e inflado para pré-expandir o espaço estreito na veia, preparando o terreno e garantindo o encaixe perfeito do dispositivo.

  3. 3

    Implante do Stent Venoso: é colocada uma malha metálica super-resistente feita de Nitinol. Este stent funciona como um "andaime" interno, criando um túnel blindado que mantém a veia aberta permanentemente contra a pressão da artéria e da coluna.

✅ Recuperação ágil e sem cortes

A recuperação é notável: a compressão é resolvida na hora, e a maioria das pacientes recebe alta no dia seguinte, experimentando uma redução imediata da dor e do inchaço.

Não são apenas questões estéticas

Inchaço persistente na perna esquerda, sensação de peso ou varizes anormais não são apenas questões estéticas; são sinais de alerta do seu corpo. Se você se identifica com esses sintomas, procure um cirurgião vascular para uma avaliação clínica e exames de imagem específicos. Identificar a Síndrome de May-Thurner precocemente é o caminho para prevenir complicações graves e recuperar sua qualidade de vida, eliminando o desconforto e o risco de forma definitiva.

Perguntas Frequentes

O que é a Síndrome de May-Thurner?
É uma condição vascular — também chamada Síndrome de Cockett — em que a artéria ilíaca comum direita cruza por cima da veia ilíaca comum esquerda e a comprime contra a coluna vertebral. Como a artéria é rígida e pulsa com sangue de alta pressão, esse trauma mecânico constante esmaga a veia, dificulta o retorno do sangue da perna esquerda para o coração e ainda provoca inflamação crônica, que forma "esporões" internos (cicatrizes) que estreitam o canal ainda mais.
Por que essa síndrome afeta principalmente mulheres entre 20 e 50 anos?
As mulheres têm de 2 a 5 vezes mais chances de desenvolver a forma sintomática da síndrome, especialmente nessa faixa etária, por uma combinação de fatores: gestações (o aumento do volume sanguíneo e o peso do útero pressionam as veias pélvicas, agravando a compressão já existente); uso de anticoncepcionais orais ou Terapia de Reposição Hormonal, que aumentam a tendência do sangue a formar coágulos; e fatores de estilo de vida, como permanecer longos períodos sentada ou em pé e o sobrepeso, que elevam a pressão abdominal.
Inchaço só na perna esquerda é sempre "retenção de líquido"?
Não necessariamente. Inchaço, peso ou varizes que aparecem persistentemente apenas na perna esquerda — sem explicação aparente — podem ser sinal da Síndrome de May-Thurner, e não apenas retenção de líquidos ou um problema estético. Quando esses sintomas são unilaterais e persistentes, vale a avaliação vascular especializada com exames de imagem.
Qual o maior risco de não tratar a Síndrome de May-Thurner?
O maior risco é o desenvolvimento de uma Trombose Venosa Profunda (TVP) maciça e isolada na perna esquerda. Como a veia está esmagada, o sangue circula com dificuldade e fica estagnado (estase sanguínea) — e esse sangue parado, somado aos fatores inflamatórios e hormonais, é o gatilho perfeito para a formação súbita de coágulos. Se não tratada, as consequências podem ser permanentes: úlceras de difícil cicatrização, inchaço crônico irreversível e o risco fatal de embolia pulmonar, quando o coágulo se desprende e viaja até os pulmões.
Qual é o tratamento moderno para a Síndrome de May-Thurner?
O tratamento evoluiu de cirurgias abertas agressivas para a cirurgia endovascular, minimamente invasiva e altamente eficaz. O procedimento segue três passos: (1) acesso — um pequeno furo na virilha ou atrás do joelho para navegar com um cateter; (2) dilatação — um balão especial pré-expande o espaço estreitado na veia; e (3) implante de um stent venoso, uma malha de Nitinol super-resistente que funciona como um "andaime" interno, mantendo a veia aberta permanentemente contra a pressão da artéria e da coluna.
Como é a recuperação após o implante do stent venoso e quando procurar avaliação?
A recuperação é notável: a compressão é resolvida na hora do procedimento, e a maioria das pacientes recebe alta no dia seguinte, com redução imediata da dor e do inchaço. Se você convive com inchaço persistente, sensação de peso ou varizes anormais especificamente na perna esquerda, esses não são apenas sinais estéticos — procure um cirurgião vascular para uma avaliação clínica e exames de imagem específicos. Identificar a síndrome precocemente previne complicações graves como a TVP.

Pronto para cuidar da sua saúde vascular?

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular em Maringá. Atendimento personalizado, tecnologia de ponta, sem filas.

⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

Leia também

Tem dúvidas? Agende uma avaliação vascular

Agendar pelo WhatsApp