Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
ESVS 2025 — N3

Trauma Aórtico Torácico: BTAI, TEVAR e Saída Torácica

ESVS 2025 Recs 40–60: BTAI — controle de PA 90-110 mmHg, Grau 1 não-operatório, Grau 2 alto risco TEVAR urgente (<24h), Grau 3 TEVAR imediato. TEVAR: mortalidade 7,6% vs. reparo aberto 15,2%, paraplegia 0% vs. 5,6%. RM para vigilância a longo prazo.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 202613 min de leitura

Resposta direta: BTAI: controle de PA 90–110 mmHg + FC <100 (Rec 40, Classe I-C). Grau 1 → não-operatório. Grau 2 sem alto risco → TEVAR >24h; Grau 2 com fatores de alto risco → TEVAR <24h (Rec 47, Classe I-C). Grau 3 → reparo imediato. Raio-X NÃO exclui BTAI (Rec 42, IIIb-C). TEVAR preferido: mortalidade 7,6% vs. 15,2% e paraplegia 0% vs. 5,6% com reparo aberto. ESVS 2025.

O trauma aórtico torácico contuso (BTAI) tem mortalidade pré-hospitalar de até 80%, mas os pacientes que chegam vivos ao hospital têm prognóstico significativamente melhor com tratamento adequado. As ESVS 2025 consolidam o TEVAR como tratamento de escolha — com mortalidade e taxa de paraplegia significativamente menores que o reparo aberto — e definem um algoritmo por grau baseado no risco de ruptura iminente.

Epidemiologia e Imagem

BTAI ocorre em desaceleração → forças de cisalhamento na transição aorta móvel-fixa. Isthmo aórtico em 80–90% dos casos. Dos pacientes admitidos vivos: ~40% Grau 1, ~50% Grau 2, ~10% Grau 3.

⛔ Rec 42 (Classe IIIb-C)

Raio-X de tórax NÃO é recomendado para excluir BTAI — sensibilidade baixa, alargamento mediastinal inespecífico.

✅ Rec 43 (Classe I-B)

AngioTC recomendada para diagnóstico e caracterização do BTAI — sensibilidade quase 100%, VPN 100%, acurácia 99,7%.

Controle Hemodinâmico — Rec 40 (Classe I-C)

Para BTAI não-tratado:

PA sistólica 90–110 mmHg + FC <100 bpm com beta-bloqueadores IV e monitorização cardiovascular rigorosa. Exceção: choque hipovolêmico ou TBI concomitante.

Classificação BTAI e Manejo por Grau

Grau ESVSEquivalente SVSLesãoManejoRec
Grau 1SVS I+IIIntimal/intramuralNão-operatório + AngioTC 48-72h44 / I-C
Grau 2SVS IIIPseudoaneurisma contidoTEVAR tardio (>24h) ou urgente (<24h) se alto risco46-47 / IIa-I-C
Grau 3SVS IVRuptura livreReparo operatório imediato (TEVAR ou aberto)48 / I-C

Rec 47 (Classe I-C) — TEVAR Urgente <24h para Grau 2 com Fatores de Alto Risco

Fatores de alto risco (Tabela 10): grande hematoma mediastinal • hemotórax esquerdo • coarctação aórtica • grande pseudoaneurisma • PAS <90 mmHg • TBI

Na ausência desses fatores: TEVAR tardio (>24h) é seguro — estudo AAST: mortalidade 5,8% tardio vs. 16,5% precoce (p=0,034).

TEVAR vs. Reparo Aberto

DesfechoTEVARReparo Abertop
Mortalidade hospitalar7,6%15,2%0,008
Paraplegia0%5,6%0,003
AVC0,8%5,3%<0,05

Meta-análise de 699 procedimentos. Reparo aberto reservado para anatomia desfavorável para stent graft (Rec 54, Classe I-A). Perfusão aórtica distal ativa obrigatória no reparo aberto (Rec 55, Classe I-A).

Artéria Subclávia Esquerda e Seguimento

Rec 51 (IIIa-C) — Sem Revascularização Rotineira

Revascularização rotineira da subclávia esquerda NÃO indicada quando cobertura é necessária para ancoragem do stent.

Rec 52 (I-C) — Revascularizar se Risco Isquêmico

Revascularizar quando há risco de comprometimento da perfusão cerebral, cardíaca (IMA esquerda) ou medular.

Vigilância após TEVAR por BTAI

Rec 56 (I-C): AngioTC ou RM em 1 mês → RM em 1 ano → RM anual ≥5 anos. Rec 58 (I-C): RM é o método de imagem preferido para vigilância a longo prazo — evitar radiação e contraste cumulativos.

Referência

Wahlgren CM, Riddez L, Orban P, et al. ESVS 2025 Clinical Practice Guidelines on the Management of Vascular Trauma. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2025;69:179–237.

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Perguntas Frequentes

Por que o raio-X de tórax não pode excluir trauma aórtico torácico?
A Rec 42 (Classe IIIb-C) contraindicou o uso do raio-X para excluir BTAI porque sua sensibilidade é baixa e o achado de alargamento mediastinal é inespecífico — pode estar ausente mesmo com BTAI significativo. A AngioTC tem sensibilidade quase de 100%, VPN de 100% e acurácia geral de 99,7% (Rec 43, Classe I-B) e é o único exame que excluiu o diagnóstico com segurança.
Quais são os fatores de alto risco que indicam TEVAR urgente (<24h) para BTAI Grau 2?
Segundo a Tabela 10 das ESVS 2025 (Rec 47, Classe I-C): grande hematoma mediastinal, hemotórax esquerdo, coarctação aórtica, grande pseudoaneurisma, PAS <90 mmHg e TBI (traumatic brain injury). Na ausência desses fatores, o TEVAR tardio (>24h) é seguro para BTAI Grau 2 (Rec 46, Classe IIa-C).
Por que o TEVAR é preferido ao reparo aberto no BTAI?
Meta-análise de 699 procedimentos: mortalidade TEVAR 7,6% vs. reparo aberto 15,2% (p=0,008); paraplegia 0% vs. 5,6% (p=0,003); AVC 0,8% vs. 5,3%. O TEVAR também evita toracotomia e clampeamento aórtico, permite abordagem sob anestesia local em pacientes instáveis e tem recuperação mais rápida. Reparo aberto fica reservado para anatomia desfavorável para stent graft (Rec 54, Classe I-A).
Quando é necessário revascularizar a artéria subclávia esquerda no TEVAR por BTAI?
A revascularização rotineira não é indicada (Rec 51, Classe IIIa-C). Ela está recomendada quando há risco de comprometimento da perfusão cerebral (artéria vertebral esquerda dominante), cardíaca (artéria mamária interna esquerda utilizada em bypass coronariano) ou medular (território de Adamkiewicz) (Rec 52, Classe I-C). Revascularização tardia é indicada para pacientes que desenvolvem sintomas isquêmicos pós-cobertura (Rec 53, Classe IIa-C).
Qual exame é recomendado para vigilância a longo prazo após TEVAR por BTAI?
A RM é o método de imagem preferido para vigilância a longo prazo (Rec 58, Classe I-C) — evita a exposição cumulativa à radiação ionizante e ao contraste iodado. O protocolo de vigilância após TEVAR inclui: imagem em 1 mês, 1 ano e anualmente por ≥5 anos (Rec 56, Classe I-C). Para não-operados, a imagem de vigilância é mantida até remodelamento aórtico completo (Rec 57, Classe I-C).

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Este conteúdo é voltado para profissionais de saúde. Para encaminhamento de paciente, segunda opinião ou discussão de conduta com o Dr. Maurício, entre em contato direto pelo WhatsApp.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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