Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
ESVS 2025 — N4

Trauma Vascular Abdominal: Aorta, Ilíacas, Mesentéricas, Renais e Veias

ESVS 2025 Recs 61–81: hematoma retroperitoneal — instável explorar, estável AngioTC; aorta Grau 3 reparo aberto; ilíacas — embolização da interna (Classe I-B); artérias renais — NÃO revascularizar rim desvascularizado unilateral; VCI — ligadura se reparo não-viável.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 202613 min de leitura

Resposta direta: Hematoma retroperitoneal instável → exploração cirúrgica imediata (Rec 62, Classe I-C); estável → AngioTC (Rec 63, Classe I-C). Aorta abdominal Grau 3 → reparo aberto como primeira linha (Rec 65, Classe I-C). Ilíaca interna → embolização endovascular para sangramento pélvico (Rec 71, Classe I-B). NÃO revascularizar rim desvascularizado unilateral (Rec 74, Classe IIIb-C). VCI: ligação se reparo não-viável (Rec 79, Classe I-C). ESVS 2025.

O trauma vascular abdominal envolve lesões de alta mortalidade em aorta, artérias ilíacas, mesentéricas, renais, veia cava inferior e veias portais. As ESVS 2025 estruturam o manejo com base no status hemodinâmico, na estabilidade do hematoma retroperitoneal e no grau de lesão ESVS — com algoritmos claros para cada território vascular.

Hematoma Retroperitoneal — Recs 61–63

🚨 Exploração Imediata (Rec 62, I-C)

Paciente instável OU hematoma retroperitoneal expansivo, pulsátil ou sangrando ativamente.

✅ Não-Exploratório + AngioTC (Rec 63, I-C)

Paciente estável E hematoma estável (não-expansivo, não-pulsátil, sem sangramento ativo).

Acessos cirúrgicos: rotação visceral medial direita (aorta suprarenal + infrarenal) ou esquerda (aorta celíaca, rins esquerdos).

Aorta Abdominal — Recs 64–68

GrauManejoRec
Grau 1Não-operatório + antitrombóticos64 / I-C
Grau 2Stent graft endovascular (em paciente estável)67 / IIa-C
Grau 3Reparo aberto como primeira linha + enxerto sintético65 / I-C

Material sintético é recomendado para reconstrução aórtica de emergência mesmo com contaminação entérica concomitante (Rec 66, Classe I-C). Oversizing 20–30% para EVAR de emergência feito durante hipotensão (Rec 68, Classe IIa-C).

Artérias Ilíacas — Recs 69–71

Rec 71 (Classe I-B) — Embolização Pélvica

Embolização endovascular da ilíaca interna ou ramos é o padrão estabelecido no trauma pélvico com sangramento ativo ou sinais de extravasamento por imagem.

GrauManejoRec
Grau 3 (laparotomia)Reparo cirúrgico primário / enxerto sintético / shunt vascular69 / I-C
Grau 2-3 (estável)Stent graft endovascular — menos infecção, menor mortalidade70 / IIa-C

Artérias Mesentéricas — Recs 72–73

AMS — Grau X (Rec 72, IIb-C)

Stent ou stent graft endovascular pode ser considerado para restaurar precocemente perfusão intestinal.

AIM — Ligadura (Rec 73, I-C)

Ligadura recomendada — circulação colateral mesentérica excelente (artéria de Drummond).

Artérias Renais — Recs 74–78

⛔ Rec 74 (Classe IIIb-C) — NÃO Revascularizar

Revascularização de rim desvascularizado unilateral identificado na AngioTC NÃO é recomendada — o tempo de isquemia quente impossibilita recuperação renal.

CenárioManejoRec
Grau 3 instávelLigadura da artéria renal ± nefrectomia76 / I-C
Grau 2 estávelStent graft endovascular77 / IIa-C
Bilateral ou rim solitário salvávelReparo aberto ou endovascular78 / I-C

VCI e Veias Abdominais — Recs 79–81

Mortalidade do trauma de VCI: 30–70% dependendo do nível (infrarenal = melhor prognóstico).

SituaçãoCondutaRec
Reparo não facilmente viávelLigação da VCI — aceitável para infrarenal79 / I-C
Paciente estável + hematoma estávelNão-operatório + imagem de seguimento80 / IIa-C
Shunting atriovcavalNÃO indicado81 / IIIa-C

Referência

Wahlgren CM, Riddez L, Orban P, et al. ESVS 2025 Clinical Practice Guidelines on the Management of Vascular Trauma. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2025;69:179–237.

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Perguntas Frequentes

Quando explorar versus não explorar o hematoma retroperitoneal na laparotomia de emergência?
Exploração imediata se: hemodinamicamente instável OU hematoma retroperitoneal instável (expansivo, pulsátil ou com sangramento ativo) — Rec 62 (Classe I-C). Abordagem não-exploratória com AngioTC subsequente se: hemodinamicamente estável E hematoma retroperitoneal estável (não-expansivo, não-pulsátil, não-sangrando ativamente) — Rec 63 (Classe I-C). A exploração de um hematoma estável intraoperatório aumenta o risco de sangramento incontrolável.
Por que não se deve revascularizar o rim desvascularizado unilateral no trauma?
A Rec 74 (Classe IIIb-C) contraindicou a revascularização de rim desvascularizado unilateral identificado na AngioTC porque o tempo de isquemia quente inevitavelmente longo impossibilita a recuperação funcional renal. A nefrectomia ou observação com rim contralateral funcionante tem melhor custo-benefício. A revascularização fica reservada para lesão bilateral ou rim solitário salvável (Rec 78, Classe I-C).
Qual é o papel da embolização endovascular na hemorragia pélvica por trauma?
A embolização endovascular da ilíaca interna é o tratamento padrão estabelecido (Rec 71, Classe I-B) para sangramento pélvico por lesão da artéria ilíaca interna ou ramos com sangramento ativo ou sinais de extravasamento por imagem. É menos invasiva que a ligadura cirúrgica e tem alta eficácia. Deve ser preferida quando disponível tecnicamente e o paciente permite o tempo de angiografia.
Quando ligar versus reparar a veia cava inferior no trauma?
A ligação da VCI é indicada se o reparo não é facilmente viável (Rec 79, Classe I-C). A ligação é aceitável para VCI infrarenal — resulta em edema de membros inferiores e risco de DVT, mas é tolerável e não fatal. A mortalidade do trauma de VCI varia de 30–70% dependendo do nível (infrarenal = melhor prognóstico). O shunting atriovcaval NÃO é indicado (Rec 81, Classe IIIa-C) — resultados ruins e evidência insuficiente.
Stent graft vs. reparo aberto na ilíaca de emergência: quando usar cada um?
Grau 3 instável com laparotomia de emergência: reparo aberto primário, enxerto sintético de interposição ou shunt vascular são as opções mais rápidas (Rec 69, Classe I-C). Grau 2 ou 3 em paciente hemodinamicamente estável: stent graft endovascular pode ser considerado com menos infecção de ferida e menor mortalidade hospitalar (Rec 70, Classe IIa-C). A ligadura de ilíaca comum ou externa tem mortalidade de 30–90% — evitar quando possível.

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Este conteúdo é voltado para profissionais de saúde. Para encaminhamento de paciente, segunda opinião ou discussão de conduta com o Dr. Maurício, entre em contato direto pelo WhatsApp.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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