Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
ESVS 2025 — N5

Trauma Vascular de Extremidades e Pediátrico

ESVS 2025 Recs 82–105: revascularização idealmente <1h (cada hora reduz 10% no salvamento), MESS NÃO recomendado para amputação, fasciotomia emergência de 4 compartimentos (reduz amputação 4×), pediatria — AngioTC primeira linha, 'mão rosada pulseless' → watchful waiting.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 202613 min de leitura

Resposta direta: Extremidades: revascularização idealmente <1h (Rec 85, Classe I-C) — cada hora reduz 10% no salvamento. MESS NÃO recomendado para decidir amputação (Rec 87, Classe IIIb-B). Fasciotomia emergência de 4 compartimentos (Rec 96, Classe I-B) — dentro de 8h reduz amputação 4×. Pediatria: AngioTC primeira linha (Rec 99, Classe I-C); 'mão rosada pulseless' pós-supracondiliana → watchful waiting (Rec 104, Classe IIa-C). ESVS 2025.

As extremidades são o território mais comum de trauma vascular civil e militar (44% de todas as lesões vasculares). As ESVS 2025 estabelecem dois princípios fundamentais: revascularização o mais precocemente possível — idealmente em menos de 1 hora — e a abolição do MESS como critério de amputação, em favor de decisão multidisciplinar sênior. Encerramos a série com as particularidades do trauma vascular pediátrico.

A Janela de Ouro: Revascularização em Menos de 1 Hora

Rec 85 (Classe I-C) — Cada Hora Conta

Revascularização o mais cedo possível, idealmente dentro de 1 hora da admissão.

Tempo até revascularizaçãoTaxa de amputação
<60 minutos6,0%
1–3 horas11,7%
3–6 horas13,4%

Estudo nacional EUA (4.500 pacientes). Dados militares: probabilidade de salvamento 86% com isquemia <1h.

Diagnóstico e Manejo

Rec 82 (I-C) — Exame Clínico

Sinais duros: hemorragia ativa, hematoma expansivo, pulso ausente → sala cirúrgica. Sinais brandos: déficit de pulso, hematoma não-expansivo → AngioTC.

Rec 84 (I-C) — AngioTC

AngioTC imediata como modalidade de imagem primária quando lesão vascular não pode ser excluída pelo exame clínico (pulsos periféricos palpáveis).

Rec 83 (Classe IIIa-C)

ITB/ABI NÃO é indicado para diagnosticar ou excluir lesão vascular no trauma de extremidade — consome tempo e resultados são conflitantes no setting de emergência.

Amputação vs. Revascularização — MESS NÃO Decide

⛔ Rec 87 (Classe IIIb-B) — MESS NÃO Recomendado

O uso de sistemas de scoring (MESS, MESI) para decidir amputação NÃO é recomendado — revisão sistemática de 17 estudos: MESS não prediz utilidade funcional do membro salvado.

✅ Rec 88 (Classe I-B) — Decisão Multidisciplinar Sênior

Decisão sobre revascularização vs. amputação primária em trauma complexo de extremidade deve ser multidisciplinar sênior, considerando extensão da lesão, grau de isquemia, fisiologia e fatores locais.

Síndrome Compartimental e Fasciotomia — Rec 96 (Classe I-B)

Fasciotomia Emergência de 4 Compartimentos

  • Incidência após trauma vascular de extremidade: até 42%
  • Fasciotomia dentro de 8h: redução de amputação 4× (OR 0,26) e internação 23% mais curta
  • Técnica: 2 incisões — anterolateral + posteromedial; incisões de pele longas
  • Antebraço: volar anterior e lateral + dorsal quando necessário

Trauma Vascular Pediátrico — Recs 99–105

RecCenárioCondutaClasse
99Criança estável com traumaAngioTC = 1ª linha (igual ao adulto)I-C
100BCVI pediátrico Grau 1-2Antitrombótico precoce (antiagregação simples)I-C
101BTAI pediátrico Grau 2-3 com anatomia adequadaTEVAR como primeira linhaIIa-C
102Choque com suspeita vascular abdominalExploração cirúrgica imediataI-C
104"Mão rosada pulseless" pós-supracondilianaWatchful waiting após reduçãoIIa-C

Rec 104 — "Mão Rosada Pulseless"

Após redução de fratura supracondiliana do úmero: watchful waiting — maioria resolve espontaneamente com espasmo vascular. Exploração somente se isquemia progressiva após 24-48h ou falha da redução em restaurar o pulso.

Referência

Wahlgren CM, Riddez L, Orban P, et al. ESVS 2025 Clinical Practice Guidelines on the Management of Vascular Trauma. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2025;69:179–237.

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Perguntas Frequentes

O MESS (Mangled Extremity Severity Score) pode ser usado para decidir amputação primária?
Não. A Rec 87 (Classe IIIb-B) da ESVS 2025 contraindicou o uso do MESS e sistemas de scoring similares para decidir amputação. Uma revisão sistemática de 17 estudos demonstrou que o MESS não prediz utilidade funcional do membro salvado nem indica adequadamente amputação. A decisão deve ser multidisciplinar sênior, considerando extensão da lesão, grau de isquemia, fisiologia, fatores locais e ambientais (Rec 88, Classe I-B).
Qual é a janela de tempo para revascularização em trauma vascular de extremidade?
Não existe janela segura — cada hora de atraso reduz 10% na probabilidade de salvamento. Estudo nacional EUA com 4.500 pacientes: amputação 6,0% em <60 min vs. 11,7% entre 1-3h vs. 13,4% entre 3-6h (Rec 85, Classe I-C). Dados militares mostram probabilidade de salvamento de 86% com isquemia <1h. A ESVS 2025 recomenda revascularização idealmente dentro de 1 hora da admissão.
Quando está indicada fasciotomia no trauma vascular de extremidade?
A Rec 96 (Classe I-B) indica fasciotomia de emergência de 4 compartimentos para síndrome compartimental pós-isquêmica de membro inferior. Fasciotomia dentro de 8h após reparo vascular aberto reduz amputação em 4× (OR 0,26; IC 0,14–0,50) e internação em 23%. A incidência de síndrome compartimental após trauma vascular de extremidade chega a 42%. Técnica: 2 incisões (anterolateral + posteromedial); incisões de pele longas.
Quando é seguro não reparar artérias tibiais ou radiais no trauma?
Artéria radial ou ulnar isolada sem isquemia distal, com arco palmar intacto: ligadura recomendada (Rec 92, Classe I-C). Artéria tibial anterior ou posterior isolada sem isquemia distal, com artéria contralateral pérvea: ligadura ou embolização pode ser considerada (Rec 93, Classe IIb-C). Em ambos os casos, a integridade da circulação colateral deve ser confirmada.
Como manejar a "mão rosada pulseless" pediátrica após fratura supracondiliana do úmero?
A Rec 104 (Classe IIa-C) recomenda watchful waiting após redução e estabilização da fratura. A maioria dos casos resolve espontaneamente com espasmo vascular. Indicação de exploração cirúrgica: isquemia progressiva após 24-48h ou falha da redução em restaurar o pulso. A "mão rosada pulseless" é caracterizada por mão rosada e aquecida apesar de pulso radial ausente — representa espasmo, não oclusão definida.

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Este conteúdo é voltado para profissionais de saúde. Para encaminhamento de paciente, segunda opinião ou discussão de conduta com o Dr. Maurício, entre em contato direto pelo WhatsApp.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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