Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
SVS 2023 — P2 G7

Tributárias e Telangiectasias em Varizes: Escleroterapia, Flebectomia e Laser — Guideline 7 SVS 2023

O SVS 2023 Part II Guideline 7 hierarquiza as técnicas para telangiectasias e tributárias varicosas: escleroterapia Grade 1B (Cochrane 35 RCTs, 3.632p) como primeira linha para vasinhos, laser Grade 2B como segunda linha, e microflebectomia ou UGFS (PCF/PEM) Grade 1B para tributárias — com 5 consensos sobre situações específicas.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 17 de junho de 202613 min de leitura

Resposta direta: Tributárias varicosas isoladas (C2 sem incompetência safena): flebectomia ambulatorial ou escleroterapia com espuma são equivalentes. Flebectomia: incisões de 2mm, recuperação imediata, resultados definitivos. Escleroterapia com espuma: ambulatorial, sem anestesia, mas maior taxa de recorrência (30% vs 10% em 3 anos) e necessidade de sessões adicionais. Escleroterapia com espuma ecoguiada (UGFS) para tributárias > escleroterapia cega. Meias de compressão por 14 dias após ambas as técnicas.

O Guideline 7 das Diretrizes SVS 2023 Part II (Gloviczki et al., J Vasc Surg Venous Lymphat Disord 2024;12:101670) cobre dois grupos distintos: telangiectasias e veias reticulares (vasinhos, <3 mm) e tributárias varicosas (≥3 mm). As recomendações são precisas — e os consensos 7.2.3–7.2.5 fecham lacunas práticas sobre espuma com ar vs CO₂, PCF vs PEM e tratamento de tributárias com troncos competentes.

Infográfico: tratamento de telangiectasias e tributárias varicosas — Guideline 7 SVS 2023

Bloco 7.1 — Telangiectasias e Veias Reticulares

Recomendação 7.1.1 — Escleroterapia como Primeira Linha para TelangiectasiasGrade 1B — Forte / Evidência Moderada
Recomendamos escleroterapia líquida ou com espuma (PCF ou PEM) para telangiectasias e veias reticulares sintomáticas (CEAP C1s) como primeira linha de tratamento. A base de evidências é robusta: Cochrane 35 RCTs, 3.632 pacientes, SMD 3,08 vs placebo — superioridade inequívoca em eliminação das veias e satisfação do paciente. Polidocanol e tetradecil são os esclerosantes mais utilizados; polidocanol tem menor dor no momento da injeção.
35 RCTs
Cochrane Review

Telangiectasias e veias reticulares — maior revisão sistemática disponível

3.632 p.
Pacientes avaliados

Escleroterapia vs placebo vs laser vs outras técnicas

SMD 3,08
Superioridade vs placebo

Diferença padronizada de médias — efeito grande e clinicamente significativo

Recomendação 7.1.2 — Laser Transcutâneo para Casos EspecíficosGrade 2B — Fraca / Evidência Moderada
Sugerimos laser transcutâneo (comprimentos de onda 532 nm, 940 nm ou 1.064 nm) como alternativa à escleroterapia nos seguintes casos: alergia documentada ao esclerosante, fobia de agulha, falha prévia à escleroterapia, ou telangiectasias muito finas (<1 mm) com matting pós-escleroterapia. O laser gera mais dor pós-procedimento e é menos eficaz que a escleroterapia para veias >1 mm, mas pode ser complementar em casos de vasinhos de difícil acesso à agulha.

Bloco 7.2 — Tributárias Varicosas (≥3 mm)

Recomendação 7.2.1 — Microflebectomia ou UGFS para TributáriasGrade 1B — Forte / Evidência Moderada
Recomendamos microflebectomia ambulatorial (técnica de Müller / hook phlebectomy) ou UGFS (escleroterapia com espuma ecoguiada, usando PCF Tessari ou PEM/Varithena) para tributárias varicosas sintomáticas. Ambas as técnicas são equivalentes em eficácia para tributárias de calibre moderado (3–8 mm). A microflebectomia produz resultado imediato e definitivo; o UGFS é menos invasivo e preferível para tributárias de difícil acesso ou em localização de risco para flebectomia.
Recomendação 7.2.2 — TIPP para Clusters ExtensosGrade 2C — Fraca / Evidência Baixa
Sugerimos TIPP (Transilluminated Powered Phlebectomy — Trivex/Varex) para clusters extensos de tributárias em mãos de especialista treinado. O TIPP permite remover grandes extensões de varicosidades com menos incisões do que a flebectomia de Müller convencional, mas requer equipamento específico e curva de aprendizado. Menor número de incisões não significa, necessariamente, menor morbidade — o risco de hematoma extenso é maior se mal executado.

Consensos 7.2 — 3 Pontos de Boa Prática

Consenso 7.2.3 — Tributárias Sintomáticas com Troncos Competentes: Tratar
Tributárias varicosas sintomáticas devem ser tratadas mesmo quando os troncos da GSV e SSV são competentes ao DUS. O refluxo pode ser primário nas tributárias sem envolvimento axial — especialmente em CEAP C2 com JCS competente. A ausência de refluxo truncal não contraindica o tratamento das tributárias; a escleroterapia ou microflebectomia é o tratamento definitivo nesses casos.
Consenso 7.2.4 — Espuma com Ar vs CO₂: Sem Evidência de Inferioridade do Ar
Não há evidência suficiente para afirmar que a espuma com ar é inferior ao CO₂ em segurança. O CO₂ gera menos distúrbios visuais em estudos disponíveis (Morrison 2008: 3,1% CO₂ vs 8,2% ar), mas ambos têm perfil de segurança aceitável. O CO₂ é mais seguro teoricamente por ser mais rapidamente absorvido — preferível em pacientes com FOP conhecido ou histórico de distúrbio visual após escleroterapia. Ar é mais estável, mais acessível e amplamente utilizado sem evidência de dano superior documentado.
Consenso 7.2.5 — PCF Tessari vs PEM (Varithena): Sem Comparativo Direto
Não existe estudo randomizado comparando diretamente PCF (Polidocanol Compounded Foam — espuma Tessari composta manualmente) vs PEM (Polidocanol Endovenous Microfoam — Varithena). Portanto, não se pode afirmar inferioridade do PCF em relação ao PEM. Ambos são aceitos como UGFS no Guideline 7.2.1 (Grade 1B). A escolha entre eles deve basear-se na disponibilidade, custo e treinamento do profissional — não em uma hierarquia de eficácia ainda não demonstrada.

Síntese Prática: Algoritmo do Guideline 7

Telangiectasias e Reticulares (<3 mm)

  • 1ª linha: Escleroterapia líquida ou espuma — Grade 1B
  • 2ª linha / casos especiais: Laser transcutâneo — Grade 2B
  • Indicações do laser: alergia, fobia de agulha, falha prévia, <1 mm
  • Espuma com ar ou CO₂ — ambos aceitáveis (7.2.4)

Tributárias Varicosas (≥3 mm)

  • 1ª linha: Microflebectomia (Müller) ou UGFS (PCF/PEM) — Grade 1B
  • Casos extensos: TIPP — Grade 2C
  • Tratar mesmo com troncos competentes (7.2.3)
  • PCF e PEM: sem hierarquia estabelecida (7.2.5)

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Perguntas Frequentes

Qual é a melhor técnica para telangiectasias (vasinhos) — escleroterapia ou laser?
Para telangiectasias e veias reticulares, a escleroterapia (líquida ou espuma) é a primeira linha com Grade 1B, baseada na Cochrane de 35 RCTs com 3.632 pacientes — SMD 3,08 vs placebo. O laser transcutâneo (532–1.064 nm) recebe Grade 2B e é reservado para situações específicas: alergia ao esclerosante, fobia de agulha, falha prévia à escleroterapia ou veias muito finas (<1 mm) que não respondem à agulha convencional. O laser gera mais dor pós-procedimento do que a escleroterapia e tem eficácia inferior para veias acima de 1 mm. A combinação de escleroterapia (para reticulares) e laser (para vasinhos muito finos) pode ser complementar em casos complexos.
O que é o PEM (Polidocanol Endovenous Microfoam / Varithena) e quando é indicado?
O PEM (Varithena, BTG/Boston Scientific) é uma microespuma de polidocanol industrializada: CO2/N2 1,25%, com bolhas de diâmetro controlado e menor que as da espuma composta manualmente (PCF Tessari). O SVS 2023 o posiciona como alternativa ao PCF para tributárias varicosas (Grade 1B, Guideline 7.2.1). Evidências: VANISH-2 (Todd 2014, 232 pacientes), King 2015 (279 pacientes) e Gibson 2017 demonstram eficácia e segurança. Vantagem do PEM: padronização da composição gasosa (reduz variabilidade e potencialmente o risco de eventos visuais). Desvantagem: custo mais elevado que o PCF Tessari, que pode ser preparado com seringas e torneirinhas no consultório.
É preciso tratar tributárias mesmo quando os troncos safenos são competentes?
Sim, segundo o Consenso 7.2.3 do SVS 2023. Tributárias varicosas sintomáticas (dor, peso, sangramento, tromboflebite) devem ser tratadas mesmo que os troncos da grande safena (GSV) e pequena safena (SSV) sejam competentes ao DUS. O refluxo pode ser primário nas tributárias sem envolvimento truncal — especialmente em varizes C2 com JCS competente. Nesses casos, a escleroterapia ou microflebectomia das tributárias é o tratamento definitivo, sem necessidade de ablação do tronco. Esse consenso é clinicamente relevante: o DUS deve sempre avaliar a competência do tronco, mas a ausência de refluxo truncal não contraindica o tratamento das tributárias sintomáticas.
Espuma com ar é mais perigosa que espuma com CO₂ na escleroterapia?
Teoricamente, sim — mas a evidência é de qualidade moderada. O Consenso 7.2.4 do SVS 2023 diz que não há evidência suficiente para afirmar inferioridade da espuma com ar comparada ao CO₂ em termos de segurança. O estudo de Morrison 2008 (177 pacientes) mostrou distúrbios visuais em 8,2% com ar vs 3,1% com CO₂; Gillet 2009 (1.025 pacientes) reportou eventos tromboembólicos (TVP, EP, AVC) com ambos os gases. O CO₂ é mais facilmente absorvido biologicamente se migrar para o sistema venoso central, teoricamente reduzindo o risco de eventos neurológicos — mas os dados comparativos diretos são limitados. Na prática: ar é mais estável, mais simples e amplamente usado; CO₂ pode ser preferível quando há histórico de distúrbios visuais ou FOP (forame oval patente) conhecido.
PCF (Polidocanol Compounded Foam / Tessari) é inferior ao PEM (Varithena)?
Não há estudo randomizado comparando diretamente PCF Tessari vs PEM — e o Consenso 7.2.5 do SVS 2023 afirma explicitamente que não se pode afirmar inferioridade do PCF por ausência de evidência comparativa. O que existe são estudos individuais de cada técnica demonstrando eficácia. O PEM tem a vantagem da padronização das bolhas; o PCF Tessari tem a vantagem do custo e da acessibilidade. O SVS 2023 inclui ambos como opções dentro do Grade 1B para tributárias (7.2.1) — a escolha depende da disponibilidade, do treinamento do profissional e do perfil do paciente.
O que é o TIPP e quando é indicado para tributárias varicosas?
TIPP (Transilluminated Powered Phlebectomy — também conhecido como Trivex ou Varex) é uma técnica de microflebectomia iluminada e aspirada: um iluminador é inserido subcutaneamente para visualizar as tributárias, e um dispositivo de aspiração rotativa remove as varicosidades por pequenas incisões. O SVS 2023 o posiciona com Grade 2C para clusters extensos de tributárias, em mãos de especialista treinado. Vantagem: menos incisões do que a flebectomia de Müller convencional para varicosidades extensas. Desvantagem: curva de aprendizado, custo do equipamento e maior risco de hematoma extenso quando mal executado.

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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