Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
SBACV 2015 — B6

TVP: Remoção de Trombos e Cenários Especiais — Câncer, Gravidez, Trombofilia e HIV

Diretriz SBACV 2015: remoção precoce de trombos por cateter fármaco-mecânico para TVP fêmoro-ilíaca aguda (<14 dias, baixo risco hemorrágico). Câncer: HBPM de 3-6 meses até indefinidamente. Gravidez: HBPM dose ajustada — AVK CONTRAINDICADO. Trombofilia: mesma dose e início, avaliar duração indefinida. HIV: AVK com dificuldade por interações com antirretrovirais.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 22 de junho de 202610 min de leitura

Resposta direta: Remoção precoce de trombos: indicada em TVP fêmoro-ilíaca aguda (<14 dias), baixo risco hemorrágico, boa capacidade funcional, expectativa ≥1 ano. Técnica preferida: cateter fármaco-mecânico. Câncer: HBPM 3-6 meses → indefinida (NOACs sem respaldo em 2015). Gravidez: HBPM dose ajustada até 6 semanas pós-parto — AVK CONTRAINDICADO. Trombofilia: dose inicial igual aos não portadores; duração indefinida em alto risco (FVL homozigótico, SAAP, 2+ TEVs). HIV: AVK com cuidado por interações com antirretrovirais (CYP450).

Quatro grupos de pacientes exigem adaptação significativa da conduta padrão: portadores de câncer, gestantes, portadores de trombofilia e pacientes com HIV. Além disso, um grupo seleto de pacientes com TVP fêmoro-ilíaca pode se beneficiar da remoção precoce do trombo — uma estratégia que muda o prognóstico da síndrome pós-trombótica.

5.5. Remoção Precoce de Trombos

Candidatos (todos os critérios necessários):

  • ✅ 1º episódio de TVP do segmento fêmoro-ilíaco agudo
  • ✅ Duração dos sintomas: <14 dias
  • Baixo risco de sangramento
  • ✅ Boa capacidade funcional
  • ✅ Expectativa de vida ≥1 ano

Indicação obrigatória:

Phlegmasia cerulea dolens

Gangrena venosa iminente por TVP fêmoro-ilíaca completa — risco imediato de perda do membro. Tratamento de escolha nessa situação.

Técnicas e Sequência:

  • Cateter fármaco-mecânico (fragmentação + aspiração + trombolítico local): técnica preferida — superior à trombólise farmacológica isolada por cateter
  • • Trombectomia cirúrgica convencional: para candidatos à anticoagulação que NÃO podem fazer trombolítica. Dar preferência ao endovascular quando ambas as técnicas são possíveis
  • • Trombólise sistêmica: apenas se cateter não disponível em TVP proximal extensa com indicação de remoção
  • Após remoção: meias compressivas 30-40 mmHg por ≥2 anos + anticoagulação plena
  • TVP poplíteo-femoral: anticoagulação convencional — sem evidência suficiente para remoção do trombo

5.6. TVP em Pacientes com Câncer

Anticoagulação:

  • HBPM por 3-6 meses → continuar HBPM ou AVK indefinidamente (enquanto câncer ativo)
  • • NOACs em 2015: sem respaldo adequado na literatura oncológica — preferir HBPM
  • • FVC: NÃO como profilaxia primária. Considerar apenas se contraindicação à anticoagulação + TEV ativo

TVP em CVC de Paciente com Câncer (TRC):

  • • HBPM por 3 meses (dependendo do estado clínico)
  • NÃO retirar o cateter se: funcional (bom fluxo-refluxo), bem posicionado, sem sinais de infecção e imprescindível para o paciente

5.7. TVP Durante a Gravidez

⛔ CONTRAINDICADO

AVK (varfarina) durante a gravidez — risco de embriopatia e hemorragia fetal

Tratamento correto:

  • HBPM SC doses ajustadas como tratamento de escolha durante toda a gestação
  • ✅ Manter até 6 semanas pós-parto (duração mínima total: 3 meses)
  • ✅ Suspender HBPM ≥24h antes do parto eletivo
  • ✅ Após o parto: pode iniciar AVK (manter HBPM concomitantemente até RNI 2-3 por 2 dias)
  • ✅ Mulher que engravidou durante tratamento com AVK: substituir por HBPM imediatamente

5.8. TVP em Portadores de Trombofilia

SituaçãoConduta
Início e dose do anticoagulanteIGUAIS ao não portador de trombofilia
FVL homozigótico ou combinação FVL + PTG20210A + SAAPAnticoagulação INDEFINIDA (RNI 2,5)
2+ eventos trombóticos espontâneosAnticoagulação INDEFINIDA
TEV recorrente durante anticoagulação com RNI 2-3Aumentar RNI para 3,5
Timing para testar AT, PC, PSMínimo 2 semanas a 1 mês após fim da anticoagulação — níveis falsamente baixos durante tratamento

5.9. TVP em Portadores de HIV

  • • HIV associado a inflamação crônica → ativação da cascata de coagulação → maior incidência de TEV
  • AVK é o anticoagulante mais utilizado nessa população
  • Desafio: AVK metabolizado pelo CYP450 → interações importantes com antirretrovirais (inibidores de protease e de transcriptase reversa) dificultam a manutenção de níveis terapêuticos
  • • Outras comorbidades (hepatites, câncer, déficits neurocognitivos, álcool) também prejudicam o manejo
  • NOACs em portadores de HIV: necessidade de mais estudos — evidência insuficiente em 2015
  • • Monitorização mais frequente do RNI pelo risco de interações medicamentosas

📌 Nota sobre atualizações pós-2015:

Esta diretriz foi elaborada em novembro de 2015. Desde então, os NOACs (especialmente rivaroxabana e apixabana) foram amplamente validados para TVP em câncer (trial HOKUSAI VTE CANCER, SELECT-D) e em outras populações especiais. Para as recomendações mais recentes sobre esses cenários, consultar as séries AVF 2026 (TVP de MMSS) e ESVS publicadas neste canal.

Referência

Pânico MDB et al. Trombose Venosa Profunda — Diagnóstico e Tratamento. Projeto Diretrizes SBACV. Novembro de 2015. Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

Tenho trombose venosa e uma condição especial (câncer, gravidez ou trombofilia) e preciso de avaliação vascular especializada

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Perguntas Frequentes

Quando está indicada a remoção do trombo na TVP?
Segundo a SBACV 2015, a remoção precoce do trombo está indicada em situações selecionadas: (1) 1º episódio de TVP aguda do segmento fêmoro-ilíaco com menos de 14 dias de duração; (2) baixo risco de sangramento; (3) boa capacidade funcional; (4) expectativa de vida de pelo menos 1 ano. A indicação mais urgente é a phlegmasia cerulea dolens (gangrena venosa iminente por TVP fêmoro-ilíaca total). A técnica preferida é o cateter fármaco-mecânico, pois combina fragmentação mecânica com trombolítico local — superior à trombólise farmacológica isolada por cateter.
Qual o tratamento da TVP durante a gravidez?
A Diretriz SBACV 2015 recomenda HBPM SC em doses ajustadas como tratamento de escolha durante toda a gestação. A varfarina é CONTRAINDICADA durante a gravidez por risco de embriopatia e hemorragia fetal. A anticoagulação deve ser mantida até pelo menos 6 semanas pós-parto, com duração mínima total de 3 meses. A HBPM deve ser suspensa pelo menos 24 horas antes do parto eletivo. Após o parto, a varfarina pode ser iniciada mantendo a HBPM concomitantemente até o RNI atingir 2-3 por 2 dias consecutivos.
O tratamento da TVP em portadores de trombofilia é diferente?
Não, pelo menos quanto ao início e à dose. Segundo a SBACV 2015, o início e a dose do anticoagulante em portadores de trombofilia devem ser os mesmos que nos não portadores. O que muda é a duração: pacientes com TVP idiopática + trombofilia de alto risco (FVL homozigótico, combinação FVL + PTG20210A, SAAP, 2+ eventos espontâneos) devem receber anticoagulação indefinida. Timing para testar AT, PC e PS: mínimo 2 semanas a 1 mês após o fim da anticoagulação — os níveis ficam falsamente baixos durante o tratamento.

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Este conteúdo é voltado para profissionais de saúde. Para encaminhamento de paciente, segunda opinião ou discussão de conduta com o Dr. Maurício, entre em contato direto pelo WhatsApp.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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