Varizes Recorrentes: Classificação de Edimburgo, DUS e Tratamento por Fonte — Guideline 9 SVS 2023
O SVS 2023 Part II Guideline 9 estrutura o manejo das varizes recorrentes em torno de um princípio central: identificar a fonte antes de tratar. A Classificação de Edimburgo (tipos 1A–2B), o DUS obrigatório e as técnicas específicas por tipo de recorrência definem o protocolo — com recorrência >50% em 5 anos tornando o seguimento indispensável.
Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295
Resposta direta: Varizes recorrentes pós-tratamento (PREVAIT): reavaliação com Eco-Doppler mapeamento completo antes de qualquer reintervenção. Causas: neovascularização na JSF (principal após stripping — 60%), recanalização (após ablação — 10–15%), refluxo residual não tratado, progressão da DVC. Tratamento preferencial: UGFS para varizes recorrentes de qualquer calibre (menos invasiva, repetível). Reoperação cirúrgica da JSF: risco maior de lesão linfática e nervosa — indicada apenas em casos selecionados.
O Guideline 9 das Diretrizes SVS 2023 Part II (Gloviczki et al., J Vasc Surg Venous Lymphat Disord 2024;12:101670) aborda a realidade inevitável do tratamento de varizes: recorrência em 6,6–37% dos casos em 2 anos e acima de 50% em 5 anos. O protocolo parte de um princípio inegociável — DUS sempre antes de reintervenção — e define a estratégia de tratamento por tipo de recorrência segundo a Classificação de Edimburgo.

A Realidade da Recorrência de Varizes
Variação depende da técnica inicial, seleção do paciente e critério de recorrência
Consistente nas diversas séries de seguimento de longo prazo para todas as técnicas
Identifica fonte de recorrência e define estratégia — Consenso 9.1.1
Classificação de Edimburgo: Mapeando a Origem da Recorrência
Tipo 1 — Mesma Localização do Tratamento Prévio
1A — GSV Residual ou Recanalizada
Ablação incompleta do tronco ou recanalização parcial. DUS identifica refluxo no segmento tratado. Candidata a nova ablação endovenosa ou UGFS.
1B — Tributárias Residuais Ampliadas
Tributárias que não foram tratadas e progrediram. Comum após escalonamento ou ablação isolada. Tratar com flebectomia ou UGFS.
1C — Neovascularização ⚠️
Crescimento de novos vasos na área operada (especialmente virilha). NÃO reabrir cirurgicamente. UGFS ou flebectomia ambulatorial.
Tipo 2 — Nova Localização (Progressão da Doença)
2A — Cross-Connections
Conexões entre sistemas venosos que não existiam antes do tratamento — refluxo redistribuído após ablação. Tratamento individualizado por DUS.
2B — Perfurantes da Coxa
Veias perfurantes incompetentes como nova fonte de refluxo. RFA, EVLA ou UGFS das perfurantes identificadas ao DUS.
Seguimento Anual — Recomendado
DUS anual em pacientes tratados: detecta recorrência precoce antes da progressão clínica.
Consensos 9.1 — Protocolo de Tratamento por Fonte
Síntese: Técnica por Tipo de Recorrência
| Tipo (Edimburgo) | Fonte de Recorrência | Técnica Preferencial | Nota |
|---|---|---|---|
| 1A | GSV recanalizada | EVLA/RFA (coto longo) ou UGFS | Resultados similares ao primário |
| 1B | Tributárias residuais | Microflebectomia ou UGFS | Comum após escalonamento |
| 1C | Neovascularização virilha | UGFS/flebectomia — NÃO reabrir | Campo cicatricial = alto risco |
| 2A | Cross-connections | Individualizado por DUS | Refluxo redistribuído pós-ablação |
| 2B | Perfurante incompetente | Open ou endovascular da perfurante | RFA, EVLA ou UGFS |
| SSV recorrente | SSV recanalizada | UGFS (1ª linha) | Risco de lesão do n. sural com ablação térmica |
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Perguntas Frequentes
Por que as varizes voltam após o tratamento?
O que é a Classificação de Edimburgo para varizes recorrentes?
Por que o DUS é obrigatório antes de tratar varizes recorrentes?
Quando usar EVLA/RFA vs UGFS nas varizes recorrentes?
Por que não se deve reabrir a virilha para tratar neovascularização?
Qual é a taxa de sucesso do retratamento das varizes recorrentes?
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