Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
Varizes

Tributárias Varicosas: Tratamento Simultâneo vs Escalonado — Guideline 5 SVS 2022

Revisão baseada em evidências sobre o tratamento das tributárias varicosas: concomitante vs escalonado, dados do AVULS trial, meta-análise Aherne (63,9% de resolução espontânea) e critérios para escalonamento — conforme Guideline 5 das Diretrizes SVS 2022.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 17 de junho de 202612 min de leitura

Resposta direta: O tratamento de tributárias no mesmo tempo cirúrgico da ablação da safena (simultâneo) reduz significativamente a necessidade de retorno para tratamento adicional: AVULS study — 36% de reintervenção com ablação isolada vs 2% com tratamento simultâneo (p<0,001). Indicação de tratamento simultâneo: SVS 2023 Grau 1B para flebectomia concomitante. Pacientes com múltiplas tributárias extensas se beneficiam mais da abordagem simultânea.

Uma das decisões mais frequentes na prática de cirurgia venosa é o que fazer com as tributárias varicosas no momento da ablação do tronco safeno: tratá-las na mesma sessão (concomitante) ou aguardar e retornar numa segunda sessão (escalonado)? O Guideline 5 das Diretrizes SVS/AVF/AVLS 2022 (Gloviczki et al., J Vasc Surg Venous Lymphat Disord 2023;11:231–61) responde a essa questão com dados de 8 estudos e 6.098 pacientes.

Infográfico: Tributárias Varicosas — Tratamento Concomitante vs Escalonado, Guideline 5 SVS 2022

1. Guideline 5.1 — Tratamento Concomitante das Tributárias (Recomendação Forte)

Recomendação 5.1.1Grade 1C — Forte / Evidência Baixa
Para pacientes com incompetência de GSV ou SSV com tributárias varicosas visíveis: recomendar tratamento concomitante das tributárias (flebectomia ambulatorial ou UGFS/PEM na mesma sessão da ablação truncal).
Recomendação 5.1.2Grade 2C — Fraca / Evidência Baixa
Para pacientes com incompetência de AAGSV ou PAGSV (veias safenas acessórias anterior e posterior da coxa): sugerir tratamento concomitante das tributárias por flebectomia ou UGFS/PEM na mesma sessão — com decisão compartilhada.

AVULS Trial — Evidência Central para Guideline 5.1

O AVULS (Ambulatory Varicose Vein Ultrasound-Guided Foam Sclerotherapy) trial é o estudo randomizado de referência. Comparou ablação truncal (EVLA/RFA) com tributárias concomitantes vs ablação truncal isolada com tributárias escalonadas.

+5,48
pontos AVVQ a 6 semanas
a favor do concomitante vs escalonado
36%
dos escalonados precisaram de retratamento
tributárias persistentes na 2ª sessão
64%
resolução espontânea no escalonado
Aherne et al., 8 estudos, n=6.098

O que São Tributárias para Fins do Guideline 5

Tributárias são veias varicosas secundárias que se originam do tronco safeno incompetente (GSV, SSV, AAGSV ou PAGSV) ou de seus ramos diretos — distintas das perfurantes incompetentes (tratadas pelo Guideline 4) e do próprio tronco safeno. Na prática: todas as varizes visíveis e palpáveis com origem hemodinâmica no tronco incompetente, incluindo veias varicosas de tributárias da GSV na coxa e panturrilha.

Tributárias da GSV

Veias que drenam para a GSV — face medial da coxa e panturrilha, veias reticulares extensas com origem na JSF ou ao longo do trajeto da safena

Tributárias da SSV

Face posterior da panturrilha, extensões laterais da SSV — frequentemente com origem na JSP ou ao longo da SSV na panturrilha

Tributárias da AAGSV/PAGSV

Face anterior e lateral da coxa — as safenas acessórias são os "troncos de tributárias" mais comuns na região anterior da coxa

2. Meta-análise Aherne — Resolução Espontânea das Tributárias

Quatro estudos (8 estudos na meta-análise completa) avaliaram a proporção de tributárias que regridem espontaneamente após ablação truncal sem tratamento concomitante. Os resultados são consistentemente favoráveis à resolução espontânea em maioria dos pacientes — mas 36% precisarão de retratamento.

EstudoNResolução EspontâneaObservação
Aherne et al
(meta-análise)
6.098 pacientes
(8 estudos)
63,9% sem tratamento adicionalDados mais robustos; maior amplitude. Interpretação: 36,1% precisarão retratamento mesmo com escalonamento
Monahan DL54 membros13% resolução completa + 28,4% espontânea parcial; redução média 34,6%Dado mais conservador — maioria ainda necessitou tratamento adicional nesta coorte específica
Welch HJ184 membros
(RFA total/subtotal)
101/155 (65,1%) sem tratamento adicional a 9 mesesResolução baseada em critério de sintomas; análise morfológica poderia mostrar tributárias residuais assintomáticas
AVULS TrialArm escalonado36% necessitaram retratamentoPrincipal evidência contrária ao escalonamento — 1 em 3 pacientes voltará para segunda sessão

Interpretação pró-escalonamento

63,9% dos pacientes não precisarão de segunda intervenção — logo, tratá-los concomitantemente representa sobretratamento de quase 2/3 dos pacientes. Aguardar é clinicamente racional quando há incerteza sobre quais tributárias persistirão.

Interpretação pró-concomitante (SVS 2022)

36,1% precisarão de segunda sessão de qualquer forma — segunda sessão que poderia ter sido evitada. O concomitante evita a segunda sessão para a maioria, melhora QoL imediatamente (+5,48 AVVQ a 6 semanas) e não aumenta complicações em estudos disponíveis.

3. Guideline 5.2 — Escalonamento: Razões Anatômicas ou Médicas

Recomendação 5.2.1Grade 2C — Fraca / Decisão Compartilhada
Para GSV/SSV com tributárias: ablação do tronco com escalonamento das tributárias (UGFS diferido ou flebectomia em segunda sessão) APENAS quando razões anatômicas ou médicas estão presentes. A decisão compartilhada com o paciente é elemento central.
Recomendação 5.2.2Grade 2C — Fraca
Para AAGSV/PAGSV: flebectomia ou UGFS escalonadas somente quando razões anatômicas ou médicas justificam abordagem em duas sessões.

Razões Aceitas para Escalonamento

A
Varizes bilaterais extensas

Flebectomia bilateral exigiria anestesia geral ou volume excessivo de tumescência — aumenta risco e complexidade na mesma sessão.

B
Limitação de posicionamento

Paciente não pode ser posicionado adequadamente para acesso a todas as tributárias — IMC, contraturas, dor posicional.

C
Varicosidades muito extensas

Mais de 3 sessões de flebectomia necessárias — aguardar resolução espontânea das que regridem e tratar apenas as persistentes.

D
Tributárias circunferenciais

Exigem mudança de decúbito intraoperatória — prolonga procedimento e complica sedação consciente ambulatorial.

E
Custo e cobertura

Planos que cobrem apenas ablação truncal no procedimento inicial — limitação administrativa que direciona para escalonamento involuntário.

F
Preferência informada do paciente

Paciente que prefere sessão mais curta e aceita segunda consulta — desde que informado dos 36% de probabilidade de retratamento.

4. Guideline 5.3 — Follow-up de 3 Meses se Escalonado

Recomendação 5.3Ungraded Good Clinical Practice Statement
Para pacientes submetidos a ablação truncal isolada sem tratamento concomitante das tributárias: recomendar follow-up em ≥3 meses para avaliação das tributárias residuais e decisão sobre flebectomia ou UGFS escalonada.
Razão 1

Diferenciar sintomas do procedimento (hematomas, inflamação pós-ablação) de insuficiência venosa residual verdadeira — sobreposição clínica frequente nos primeiros 30–60 dias.

Razão 2

Avaliar regressão espontânea das tributárias — processo que continua até 3 meses pós-ablação, à medida que a pressão venosa no sistema superficial normaliza.

Razão 3

DU de controle deve confirmar oclusão completa do tronco tratado antes de avaliar as tributárias — oclusão incompleta pode explicar persistência e ser o alvo do retratamento.

PONTO DE DECISÃO — Ablação truncal planejada (GSV/SSV/AAGSV/PAGSV)
Tributárias varicosas visíveis ≥3 mm presentes?
Há razões anatômicas ou médicas para escalonamento?
NÃO — Tratamento Concomitante
ABLAÇÃO + TRIBUTÁRIAS NA MESMA SESSÃO
Grade 1C (GSV/SSV) · Grade 2C (AAGSV/PAGSV)
• Flebectomia de Müller (stab phlebectomy)
• OU UGFS / PEM (Varithena) das tributárias
• Evita 2ª sessão em ~64% dos casos
• Melhora QoL imediata: +5,48 pts AVVQ a 6 sem
SIM — Escalonamento
ABLAÇÃO TRUNCAL · TRIBUTÁRIAS DIFERIDAS
Grade 2C · Decisão Compartilhada
• Razão anatômica/médica documentada
• Follow-up ≥3 meses (Guideline 5.3)
• Informar: 36% precisarão de 2ª sessão
• DU de controle: confirmar oclusão do tronco
5.3
Se escalonado → Follow-up ≥3 meses (Good Clinical Practice)
Tributárias regridem (63,9%)

Alta ou seguimento anual. Sem necessidade de segunda intervenção.

Tributárias persistentes (36,1%)

Flebectomia ambulatorial (Müller) ou UGFS/PEM escalonados.

Sintomas recorrentes

DU: confirmar oclusão truncal. Recanalização = retratamento do tronco antes das tributárias.

5. Flebectomia vs UGFS vs PEM — Escolha da Técnica para Tributárias

Miniflebectomia (Técnica de Müller)
  • • Extração física das tributárias por incisões de 2–3 mm
  • • Resultado cosmético imediato — veia removida
  • • Sem risco de reflexo esclerosante para veias profundas
  • • Mais eficaz para tributárias de calibre >5 mm
  • • Requer anestesia local tumescente
Indicação preferencial: tributárias de grande calibre, localização acessível, resultado imediato desejado
UGFS — Espuma Physician-Compounded
  • • Esclerosante em espuma injetado por agulha fina
  • • Sem incisões, menos invasiva
  • • Ambulatorial, sem anestesia tumescente
  • • Múltiplas sessões podem ser necessárias
  • • Melhor para tributárias <3 mm ou de difícil acesso
Indicação preferencial: tributárias de menor calibre, tortuous, localização difícil para flebectomia
PEM — Varithena® (Microespuma Comercial)
  • • Polidocanol 1% em microespuma com gás proprietário
  • • Citado explicitamente nas recomendações 5.1.1 e 5.1.2
  • • Menor risco de acidente visual vs espuma artesanal
  • • Aprovado FDA para tributárias visíveis
  • • Disponibilidade variável no Brasil
Alternativa à UGFS artesanal quando disponível — sem preferência sobre UGFS compounded no guideline

Carradice et al. (RCT): flebectomia concomitante vs sequencial após EVLA — equivalência em QoL a longo prazo, com menor número total de consultas no grupo concomitante. A escolha entre flebectomia e UGFS/PEM depende do calibre e localização da tributária, expertise do operador e preferência do paciente — não há evidência de superioridade de uma técnica sobre a outra para tributárias de calibre intermediário (3–5 mm).

6. Decisão Compartilhada — Como Comunicar os Dados ao Paciente

Perfil favorável ao concomitante
  • • Prioriza menor número total de consultas e sessões
  • • Tem limitações de acesso (mobilidade, transporte, custo de segunda consulta)
  • • Atividade profissional ou pessoal que dificulta segundo afastamento
  • • Tributárias unilaterais de acesso facilitado
  • • Sem razões anatômicas para escalonamento
Perfil favorável ao escalonamento
  • • Prefere sessão mais curta e aceita explicitamente a probabilidade de segunda consulta
  • • Ansiedade procedural elevada — tempo reduzido de procedimento
  • • Varizes bilaterais ou circunferenciais (razão anatômica)
  • • Restrição de cobertura do plano de saúde
  • • Varicosidades muito extensas onde a resolução espontânea é relevante

Comunicação obrigatória se escalonamento: informar que há probabilidade de 36% de necessitar tratamento adicional das tributárias em uma segunda sessão — equivalente a 1 em cada 3 pacientes que escolhem aguardar. Este dado é central para uma decisão genuinamente informada e compartilhada, não uma opção neutra entre duas alternativas equivalentes. O concomitante tem benefício em QoL precoce demonstrado (+5,48 AVVQ a 6 semanas no AVULS trial) que o escalonamento não oferece.

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Perguntas Frequentes

Por que o SVS 2022 recomenda tratamento concomitante das tributárias em vez de aguardar resolução espontânea?
O SVS 2022 recomenda tratamento concomitante (Guideline 5.1.1, Grade 1C para GSV/SSV) com base em três evidências convergentes: (1) o AVULS trial demonstrou melhora de +5,48 pontos no AVVQ (Aberdeen Varicose Vein Questionnaire) já nas 6 primeiras semanas no grupo concomitante vs escalonado — benefício clinicamente significativo para a qualidade de vida precoce; (2) elimina a necessidade de segunda consulta/sessão em ~64–95% dos casos, com impacto direto na eficiência do tratamento; e (3) 36% dos pacientes que optam por escalonamento precisarão de retratamento de qualquer forma (AVULS trial). A recomendação é Grade 1C (forte, evidência de baixa qualidade) — indica que o painel considera a recomendação aplicável à maioria dos pacientes mesmo com evidência limitada.
O que é a meta-análise Aherne e por que o dado de 63,9% é frequentemente mal interpretado?
Aherne et al. realizaram meta-análise de 8 estudos (6.098 pacientes) avaliando a proporção de pacientes que não necessitavam de tratamento adicional das tributárias após ablação truncal isolada. O resultado de 63,9% sem necessidade de tratamento adicional frequentemente é interpretado como argumento CONTRA o tratamento concomitante. Mas a interpretação correta é inversa: 36,1% dos pacientes PRECISARÃO de uma segunda intervenção para as tributárias mesmo com escalonamento. A meta-análise demonstra que o escalonamento não é uma estratégia sem custo — há custo de segunda sessão, retorno do paciente, e impacto no QoL durante a espera. A correta leitura é: concomitante elimina segunda sessão em 63,9% dos casos; escalonamento obriga retratamento em 36,1%.
Quais são as indicações aceitas para escalonamento conforme o SVS 2022?
O Guideline 5.2 (Grade 2C) lista razões anatômicas e médicas que justificam escalonamento: (A) varizes bilaterais extensas que exigiriam anestesia geral para flebectomia bilateral ou grande volume de tumescência; (B) limitação de posicionamento — paciente que não pode ser adequadamente posicionado para acesso às tributárias; (C) varicosidades muito extensas que necessitariam de mais de 3 sessões — aguardar o que persiste após resolução espontânea é clinicamente racional; (D) tributárias circunferenciais exigindo mudança de decúbito intraoperatória, prolongando o procedimento; (E) custo e cobertura de plano — alguns planos cobrem apenas ablação truncal no procedimento inicial; (F) preferência informada do paciente que prefere sessão mais curta e aceita segunda consulta, desde que informado da probabilidade de 36% de necessitar retratamento.
Qual é a diferença entre flebectomia (miniflebectomia/Müller) e UGFS no tratamento concomitante das tributárias?
A miniflebectomia (técnica de Müller) extrai fisicamente as tributárias por incisões puntiformes de 2–3 mm (stab phlebectomy), produz resultado cosmético imediato e é mais eficaz para tributárias de maior calibre (>5 mm). A UGFS (escleroterapia com espuma ecoguiada) injeta esclerosante em espuma sob orientação de DU — menos invasiva, sem incisões, ambulatorial, preferida para tributárias de menor calibre (<3 mm) ou em locais de difícil acesso para flebectomia. Ambas são mencionadas nas recomendações 5.1.1 e 5.1.2, assim como o PEM (Varithena) como alternativa à UGFS composta manualmente. A escolha entre técnicas depende do calibre da tributária, localização anatômica, expertise do operador e preferência do paciente — não há evidência de superioridade de uma sobre a outra para tributárias de calibre intermediário.
O que é o AVULS trial e quais foram seus resultados principais?
O AVULS (Ambulatory Varicose Vein Ultrasound-Guided Foam Sclerotherapy) trial é o estudo randomizado de referência para a questão de tributárias concomitantes vs escalonadas. Comparou ablação do tronco safeno (EVLA ou RFA) com tributárias concomitantes (miniflebectomia ou UGFS na mesma sessão) vs ablação truncal isolada com tributárias escalonadas (tratamento diferido em sessão posterior). Resultado principal: melhora de +5,48 pontos no AVVQ (Aberdeen Varicose Vein Questionnaire) a 6 semanas no grupo concomitante — clinicamente significativo e estatisticamente robusto. A diferença na QoL foi mais pronunciada nas primeiras semanas e se reduziu ao longo do tempo (convergência a 6 meses). 36% dos pacientes no grupo escalonado necessitaram de tratamento adicional. O AVULS fundamentou diretamente a recomendação 5.1.1 Grade 1C.
O Guideline 5.3 especifica um tempo mínimo de follow-up para pacientes com ablação escalonada. Por que 3 meses?
O intervalo de 3 meses para follow-up após ablação truncal isolada (Guideline 5.3, Good Clinical Practice Statement) baseia-se em dois processos fisiológicos paralelos: (1) resolução espontânea das tributárias — que continua por até 3 meses após ablação do tronco, à medida que o refluxo que as alimentava é eliminado e a hipertensão venosa local diminui; e (2) resolução dos sinais pós-operatórios (hematomas, inflamação, induração perivenosa) que podem mimetizar tributárias residuais. Uma avaliação antes de 3 meses superestima a proporção de tributárias que precisarão de tratamento, pois muitas ainda estarão em processo de resolução espontânea. O DU de follow-up deve confirmar oclusão completa do tronco tratado antes de avaliar as tributárias residuais.
Como o Guideline 5 do SVS 2022 deve ser integrado ao Guideline 4 (perfurantes) na tomada de decisão?
Os Guidelines 4 e 5 abordam estruturas diferentes que frequentemente coexistem no mesmo procedimento. O Guideline 4 (perfurantes em C2) recomenda NÃO tratar IPVs na sessão inicial (Grade 1C) — aguardar para ver quais persistem após ablação truncal. O Guideline 5 (tributárias) recomenda TRATAR tributárias na mesma sessão (Grade 1C). A integração prática é: na mesma sessão de ablação truncal, realizar flebectomia/UGFS das tributárias varicosas visíveis, mas NÃO intervir nas IPVs identificadas ao DU. A seguir, no follow-up de 3 meses: reavaliação do que persiste (tributárias residuais + IPVs) — IPVs que persistem sintomáticas podem então ser tratadas conforme Guideline 4.2 (Grade 2C). A decisão sobre tributárias é imediata; sobre perfurantes é sempre diferida.

Suas varizes merecem avaliação especializada.

Cada caso é único. O Eco-Doppler Vascular mapeia o refluxo e define qual técnica — espuma, laser, radiofrequência ou cirurgia — é a certa para você.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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