Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
SVS 2023 — P2 G14

Aneurismas das Veias Safenas: Algoritmo Cirurgia vs Ablação Endovenosa — Guideline 14 SVS 2023

O SVS 2023 Part II Guideline 14 fecha as diretrizes com o manejo dos aneurismas safenos: VSG ≥20mm ou VSM ≥15mm merecem intervenção. A decisão é baseada em localização e sintomas — ≤3cm da JCS → cirurgia (UGFS contraindicado); >3cm assintomático → ablação. Hamann: 15 membros, 0 DVT a 1 ano com abordagem seletiva.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 17 de junho de 202611 min de leitura

Resposta direta: Aneurismas de veias superficiais (VSA): dilatações ≥3× o diâmetro normal da veia (ex: safena magna com dilatação >8–10 mm focal). Ruptura espontânea e trombose são as principais complicações. Tratamento endovascular (CAC, MOCA) ou cirúrgico conforme localização e anatomia. Flebectomia ambulatorial para varizes com segmento aneurismático focal — SVS 2023 Part II. Seguimento com DUS semestral em dilatações borderline assintomáticas.

O Guideline 14 das Diretrizes SVS 2023 Part II (Gloviczki et al., J Vasc Surg Venous Lymphat Disord 2024;12:101670) encerra o guia com os aneurismas venosos superficiais — massa palpável na virilha que pode ser variz, hérnia ou aneurisma. O DUS define o diagnóstico. A localização em relação à JCS define a conduta: ≤3cm → cirurgia; >3cm assintomático → ablação. Todos Consensus baseados em séries de casos.

Infográfico: aneurismas venosos superficiais — algoritmo cirurgia vs ablação — Guideline 14 SVS 2023

Definição e Diagnóstico Diferencial

Critérios Diagnósticos — SVS 2023

Grande Safena (VSG)≥ 20 mm
Pequena Safena (VSM)≥ 15 mm
Qualquer safena≥ 3× diâmetro médio normal

DUS obrigatório. TC/RM se diagnóstico incerto.

⚠️ Diagnóstico Diferencial na Virilha

Hérnia inguinal: Sem compressibilidade total ao DUS; impulso com Valsalva
Cisto sinovial: Sem conexão vascular; conteúdo gelatinoso
Klippel-Trenaunay: Síndrome complexa — malformações vasculares mistas
Linfadenopatia: Estrutura sólida; sem fluxo venoso ao Doppler

Algoritmo de Decisão — Localização + Sintomas

Guideline 14.1 — Aneurisma ≤3cm da JCS ou SPJConsensus
Excisão cirúrgica com ligaduras proximal e distal. Se houver refluxo safeno distal documentado ao DUS: adicionar ablação endovenosa (RFA/EVLA) ou stripping do segmento distal.

⚠️ UGFS CONTRAINDICADO

A espuma pode migrar para o sistema profundo pela curta distância até a JCS — risco de embolização pulmonar. Nunca usar UGFS em aneurisma próximo à junção.

Guideline 14.2 — Aneurisma >3cm da JCS, AssintomáticoConsensus
Ablação endovenosa isolada (RFA ou EVLA). Elimina o saco aneurismático e reduz o risco trombótico sem incisão. Tromboprofilaxia pré-ablação em pacientes com história de VTE ou SVT. DUS de seguimento para confirmar oclusão.
Guideline 14.3 — Sintomático, Trombosado ou >3cm em Veia SuperficialConsensus
Excisão cirúrgica — indicação formal. Sintomático inclui: dor, eritema, calor local, crescimento progressivo da massa ou episódio de SVT. Trombosado: risco de embolização sem ablação eficaz possível.

Evidência Disponível — Séries de Casos

Hamann et al. — 15 membros, 13 pacientes

4 membros: excisão cirúrgica (aneurismas próximos à JCS)

11 membros: ablação endovenosa (RFA/EVLA)

Nenhum DVT em 1 ano de seguimento

3 de 15 membros precisaram retratamento (~20%)

Pavlović et al. — 11 membros, 8 pacientes

RFA aplicada próxima à JCS com segurança

Demonstrou viabilidade técnica da ablação em aneurismas selecionados

Sem eventos trombóticos nos casos tratados

Limitação: série pequena de casos (nível de evidência baixo)

Todos os enunciados do Guideline 14 são Consensus (Good Practice Statements) — sem RCTs disponíveis em aneurismas venosos superficiais.

Resumo — Algoritmo em Quatro Passos

1

DUS diagnóstico

Confirmar aneurisma e excluir diagnósticos diferenciais

2

Medir distância da JCS

≤3cm → cirurgia; >3cm → avaliar sintomas

3

Avaliar sintomas

Assintomático + >3cm → ablação; sintomático/trombosado → cirurgia

4

Seguimento com DUS

Confirmar oclusão; tratar retratamento se necessário

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Perguntas Frequentes

Como se define aneurisma de veia safena?
O SVS 2023 adota critérios de diâmetro específicos por veia: Grande Safena (VSG) ≥20mm; Pequena Safena (VSM) ≥15mm; ou diâmetro ≥3× o valor médio normal para a localização avaliada ao DUS. O diagnóstico é clínico e ultrassonográfico. Na região inguinal, o diagnóstico diferencial é amplo e deve ser sistematicamente excluído: hérnia inguinal (ausência de compressibilidade ao DUS), cisto sinovial, síndrome de Klippel-Trenaunay (malformações vasculares complexas), linfadenopatia. TC ou RM são indicados quando a ultrassonografia é inconclusiva. A maioria dos aneurismas é assintomática — descoberta incidental ou por massa palpável. O risco principal é trombose com potencial de embolização para o sistema profundo.
Por que UGFS é contraindicado para aneurisma perto da JCS?
O Consensus 14.1 contra-indica especificamente UGFS (ultrasound-guided foam sclerotherapy) para aneurismas a ≤3cm da JCS ou SPJ. A razão: a espuma esclerosante pode migrar rapidamente para o sistema profundo pela curta distância até a junção. A bolha de espuma, ao entrar na veia femoral ou poplítea, pode causar embolização pulmonar — risco amplificado pelo volume de espuma necessário para tratar a dilatação aneurismática. Em aneurismas distantes da JCS (>3cm), o UGFS pode ser considerado em contextos específicos, mas a ablação endovenosa (RFA/EVLA) é preferida por oferecer controle mais preciso e sem risco de migração de espuma.
Quando a cirurgia é obrigatória vs quando a ablação é suficiente?
O SVS 2023 (Guideline 14, todos Consensus) define a decisão pela combinação de localização e sintomas: CIRURGIA obrigatória: (1) Aneurisma a ≤3cm da JCS/SPJ — independentemente de sintomas; (2) Aneurisma sintomático (dor, eritema, calor, massa crescente) em qualquer localização; (3) Aneurisma trombosado; (4) Aneurisma >3cm em veia superficial (ex: tributária). ABLAÇÃO preferida: Aneurisma >3cm da JCS, assintomático, em tronco safeno principal — ablação elimina o saco aneurismático e reduz o risco trombótico sem cirurgia aberta. Os dados de Hamann (15 membros, 4 cirúrgicos + 11 ablação): nenhum DVT a 1 ano, 3 precisaram retratamento — excelentes resultados com abordagem seletiva.
Qual é a técnica cirúrgica para aneurisma safeno a ≤3cm da JCS?
O Consensus 14.1 especifica a técnica cirúrgica para aneurismas próximos à JCS: excisão do saco aneurismático com ligadura proximal (próxima à JCS ou SPJ) e distal. Se houver refluxo safeno documentado ao DUS além do segmento aneurismático, adicionar ablação (RFA/EVLA) do segmento distal ou stripping convencional da safena — tratar o refluxo que causou a dilatação evita recorrência. A tromboprofilaxia pré-operatória é indicada em pacientes com história de VTE ou SVT. A incisão inguinal é geralmente pequena; o acesso ao saco aneurismático é direto.
Como deve ser o seguimento após tratamento de aneurisma safeno?
O SVS 2023 recomenda DUS de seguimento em todos os casos. Para ablação: avaliar oclusão do segmento tratado (padrão de controle habitual de ablação) e verificar ausência de ARTE ou DVT. Para cirurgia: confirmar ausência de coto residual dilatado na JCS e refluxo residual distal. Tromboprofilaxia no pós-operatório: indicada em pacientes com história de VTE/SVT — fondaparinux ou DOAC pelo período habitual de profilaxia cirúrgica. Retratamento necessário em aproximadamente 20% dos casos após ablação (3 de 15 membros no estudo de Hamann) — seguimento de longo prazo é essencial.
Qual o risco de trombose e embolização nos aneurismas de safena?
O risco de TVP ou EP por trombose do saco aneurismático é o principal argumento para tratar mesmo aneurismas assintomáticos quando cumprem os critérios de tamanho (VSG ≥20mm, VSM ≥15mm). O saco aneurismático é um reservatório de fluxo lento e turbulento — ambiente propício à formação de trombo. A trombose do aneurisma pode propagar para o sistema profundo através da JCS, causando TVP proximal. Pacientes com histórico de SVT ou VTE têm risco aumentado. A ablação ou cirurgia elimina o saco aneurismático, removendo o substrato trombogênico e resolvendo o risco a longo prazo.

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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