ARTE/EHIT e TVP após Ablação Endovenosa: Nova Nomenclatura, Triagem Seletiva e DOAC — Guideline 11 SVS 2023
O SVS 2023 Part II Guideline 11 encerra o ciclo sobre complicações trombóticas da ablação: ARTE substitui EHIT, DUS rotineiro é recomendado CONTRA em assintomáticos de risco médio (Grade 1B), e DOAC é o anticoagulante preferencial para TVP proximal (Grade 1B) e ARTE sintomático (Grade 1C). Incidência real: ARTE 2,9%, TVP 0,26%, EP 0,03% em 31.663 pacientes.
Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295
Resposta direta: EHIT (Endovenous Heat-Induced Thrombosis) ocorre em 1,7% após ablação endovenosa (EVLA/RFA). Classificação EHIT: I = trombo na veia tratada; II = extensão até a junção sem comprometer >25% da luz; III = >50% da CFV; IV = oclusão completa. EHIT II: HBPM profilática por 2 semanas + eco-Doppler seriado. EHIT III-IV: anticoagulação terapêutica. TVP pós-EVTA: DVT em <1% — anticoagulação por 3 meses mínimo — SVS 2023.
O Guideline 11 das Diretrizes SVS 2023 Part II (Gloviczki et al., J Vasc Surg Venous Lymphat Disord 2024;12:101670) traz uma mudança conceitual importante: abandona o termo EHIT (calor) em favor de ARTE (qualquer técnica), recomenda CONTRA o DUS de rotina em assintomáticos de risco médio e consolida o DOAC como anticoagulante preferencial quando necessário. A incidência de eventos graves é baixa — 31.663 pacientes confirmam.

Nova Nomenclatura: ARTE Substitui EHIT
EHIT (Endovenous Heat-Induced Thrombosis) descrevia apenas extensão trombótica por ablação térmica. Com a expansão das técnicas não-térmicas (cianoacrilato, MOCA), o SVS 2023 adotou ARTE (Ablation-Related Thrombus Extension) — termo que abrange qualquer modalidade ablativa.
Recomendações 11.1 — Triagem com DUS Pós-Ablação
Recomendações 11.2 — Tromboprofilaxia Perioperatória
Recomendações 11.3–11.4 — Conduta por Tipo de Evento
TVP distal sem fatores de risco
Ecografia seriada a cada 2 semanas — avaliar progressão antes de anticoagular
TVP distal com fatores de risco
Anticoagulação (DOAC preferencial) — duração conforme extensão
TVP proximal (poplítea, femoral, ilíaca)
DOAC preferencial sobre VKA (warfarin) — duração mínima 3 meses
ARTE sintomático (qualquer grau)
DOAC preferencial sobre VKA — manter até resolução ao DUS
ARTE III-IV assintomático
DOAC + DUS de seguimento até retração documentada
ARTE I-II assintomático (risco médio)
Observação clínica — maioria regride espontaneamente sem anticoagulação
Fatores de Alto Risco Trombótico
A identificação pré-procedimento dos fatores de risco permite estratificação individualizada — a base da abordagem do Guideline 11. Pacientes com múltiplos fatores são candidatos a profilaxia e DUS pós-procedimento mesmo assintomáticos.
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Perguntas Frequentes
O que é ARTE e por que substitui o termo EHIT?
Por que o SVS 2023 recomenda CONTRA o DUS rotineiro pós-ablação?
Qual a real incidência de ARTE, TVP e EP após ablação?
Quando está indicada tromboprofilaxia farmacológica antes da ablação?
Por que DOAC é preferível ao warfarin em TVP e ARTE?
Qual a conduta para TVP distal após ablação?
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