Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

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Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

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Título de Especialista (SBACV)

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Certificação em Doppler Vascular (CBR)

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Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
Consenso CBR · Parte 1

Consenso de Duplex Venoso SBACV-SP/CBR — Parte 1: Critérios de Refluxo

Quando o fluxo retrógrado vira refluxo: 0,5 s no sistema superficial, 1,0 s no eixo femoropoplíteo e 0,35 s nas perfurantes. Nomenclatura, exame em pé e ajustes mínimos do aparelho.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 20 de outubro de 2026⏱ 9 min de leitura

Resposta direta: O consenso brasileiro de duplex venoso, elaborado pela SBACV-SP e pelo CBR, define quando um fluxo retrógrado vira refluxo: mais de 0,5 s nas veias superficiais, mais de 1,0 s no eixo femoropoplíteo, mais de 0,5 s nas demais veias profundas e mais de 0,35 s nas perfurantes. O exame deve ser feito em pé (grau 1A). O documento também padroniza a nomenclatura venosa e os ajustes mínimos do aparelho.

Infográfico: critérios de refluxo no duplex venoso segundo o Consenso SBACV-SP/CBR 2019. Refluxo em perfurantes acima de 0,35 segundo, no sistema superficial e nas veias profundas fora do eixo femoropoplíteo acima de 0,5 segundo, e na femoral comum, femoral e poplítea acima de 1,0 segundo. Exame em ortostase, Valsalva na junção safenofemoral, compressão distal nas demais veias e convenções de cor do Doppler.
Critérios de refluxo no duplex venoso — infográfico elaborado pelo autor a partir do Consenso SBACV-SP/CBR 2019

Por que um consenso brasileiro

Diretrizes internacionais de duplex venoso já existiam (UIP, ACR, IAC, American College of Phlebology). Faltava um documento que considerasse a realidade dos serviços brasileiros, em que o mesmo exame é feito por radiologistas, cirurgiões vasculares e angiologistas, com rotinas e vocabulários diferentes.

A Regional São Paulo da SBACV e o Colégio Brasileiro de Radiologia reuniram especialistas das duas sociedades, revisaram a literatura (PubMed, Cochrane e Trip Database), aplicaram um questionário eletrônico aos membros com experiência em duplex venoso e fecharam as recomendações em painel. A força de cada recomendação segue o sistema GRADE adaptado pelo American College of Chest Physicians: grau 1 (forte) ou 2 (fraca), com nível de evidência A, B ou C.

0,5 s
Superficial
e profundas fora do eixo femoropoplíteo
1,0 s
Femoral comum, femoral e poplítea
Grau 1 · Nível B
0,35 s
Perfurantes
após soltar a compressão distal

Nomenclatura: falar a mesma língua

O consenso adota a terminologia internacional revisada em 2005 (Caggiati e colaboradores). Na prática, três pontos geram mais confusão nos laudos:

  • “Veia femoral”, não “femoral superficial”. Apesar do nome antigo, ela é uma veia profunda. O adjetivo “superficial” confunde quem lê o laudo e pode levar a tratamento inadequado de uma trombose profunda.
  • Perfurante e comunicante são coisas diferentes. Perfurante atravessa a fáscia muscular e liga o compartimento superficial ao profundo. Comunicante liga veias do mesmo compartimento.
  • Compartimento safeno. As safenas correm entre duas lâminas fasciais (o “olho safeno” no corte transversal). Uma veia paralela fora desse compartimento não é safena duplicada, e sim veia acessória ou tributária.

Alguns epônimos continuam aceitos por serem consagrados, como veia de Giacomini e perfurantes de Cockett. Para variações de calibre, a diferença está na distribuição: dilatação focal acima de 50% é aneurisma venoso; dilatação difusa acima de 50% é venomegalia.

Os critérios de refluxo

TerritórioRefluxo patológicoRecomendação
Superficial (safenas, acessórias, tributárias, Giacomini)> 0,5 sGrau 1 · Nível B
Profundo — femoral comum, femoral e poplítea> 1,0 sGrau 1 · Nível B
Profundo — demais segmentos> 0,5 sGrau 1 · Nível B
Perfurantes (após soltar a compressão distal)> 0,35 sGrau 1 · Nível B
Perfurante sob úlcera aberta ou cicatrizadadiâmetro > 3,5 mmGrau 1 · Nível B

O tempo não mede gravidade

O tempo de refluxo diz se há ou não refluxo. A gravidade da doença venosa depende de onde está o refluxo e de quanto ele se estende, e é isso que o laudo precisa descrever com precisão anatômica.

Cerca de 10% dos refluxos não envolvem as safenas

Nádega, face posterolateral da coxa, vulva, fossa poplítea e trajeto do nervo isquiático são sítios típicos, mais comuns em mulheres multíparas e após safenectomia ou ablação.

Posição do paciente: em pé

A pesquisa de refluxo deve ser feita com o paciente em ortostase.

Grau 1 · Nível A

Deitado, o exame dá falso-positivos e falso-negativos, porque o refluxo depende da gravidade. O paciente fica em pé, com o membro examinado rodado para fora e o peso apoiado na outra perna, para não contrair a panturrilha. Se não for possível ficar em pé, as alternativas são o Trendelenburg reverso ou, para as veias abaixo do joelho, sentado com a perna pendente.

O aparelho mínimo

Modo B
  • Transdutor linear de alta frequência (7,5 a 13 MHz) para as veias superficiais
  • Transdutor convexo (3,5 a 5 MHz) para membros edemaciados ou volumosos e para veias abdominais
  • Foco logo abaixo do ponto examinado; ganho ajustado para otimizar a veia
Color e espectral
  • Ajuste para baixo fluxo: escala baixa, filtro de parede reduzido e ganho elevado
  • Fluxo em direção ao coração em azul, abaixo da linha de base
  • Refluxo em vermelho, acima da linha de base

Para a leitura do exame pelo paciente, veja o guia Ecodoppler venoso.

Este texto é um resumo independente, escrito pelo Dr. Mauricio Yamada (cirurgião vascular, Maringá-PR) com palavras próprias, para fins educacionais. Ele não reproduz texto, figuras nem tabelas do documento original e não substitui a leitura do consenso completo, disponível gratuitamente no site do Colégio Brasileiro de Radiologia. Os infográficos e as tabelas desta página foram elaborados pelo autor a partir dos dados publicados.

Referência

Nardino EP, Santos JEM (org.); Ribeiro BJ, Brandão GMS, Bordinhon TS, Couto VAP (ed.). Consenso sobre Duplex Scan (Ultrassom Doppler Colorido) para Avaliação da Doença Venosa Crônica dos Membros Inferiores. Consenso e Recomendações da SBACV-SP e do CBR. São Paulo: Guanabara Koogan; 2019. Documento original no site do CBR.

Perguntas Frequentes

Por que o corte é 1,0 s no eixo femoropoplíteo e 0,5 s nas outras veias?
As veias femoral comum, femoral e poplítea são calibrosas e têm fechamento valvular naturalmente mais lento. Um corte menor nesse eixo classificaria como doentes muitos pacientes sem refluxo profundo significativo. Nas demais veias profundas e no sistema superficial, 0,5 s separa bem o normal do patológico. O consenso dá grau 1, nível B, aos dois cortes.
Um refluxo de 3 segundos é mais grave que um de 1 segundo?
Não necessariamente. O consenso deixa claro que o tempo de refluxo serve para dizer se ele existe, não para graduar a doença. A gravidade depende da localização e da extensão do refluxo, por isso o laudo deve descrever origem, trajeto e ponto de drenagem de cada segmento insuficiente.
Quando uma perfurante deve ser chamada de patológica?
Quando tem refluxo acima de 0,35 s após a liberação da compressão distal, ou quando mede mais de 3,5 mm sob uma úlcera aberta ou cicatrizada. Na literatura citada pelo consenso, perfurantes de 3,5 mm ou mais na coxa e na perna tiveram refluxo em mais de 90% dos casos.
Posso pesquisar refluxo com o paciente deitado?
O consenso recomenda o exame em ortostase, com grau 1 e nível A, porque o decúbito gera falso-positivos e falso-negativos. Se o paciente não consegue ficar em pé, as alternativas são o Trendelenburg reverso ou, para as veias da perna, a posição sentada com o membro pendente.

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Este conteúdo é voltado para profissionais de saúde. Para encaminhamento de paciente, segunda opinião ou discussão de conduta com o Dr. Maurício, entre em contato direto pelo WhatsApp.

Saiba como funciona o Eco-Doppler
Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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