Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
Varizes

Ecodoppler Venoso para Diagnóstico de Varizes: Protocolo, Limiares e Impacto no Planejamento Cirúrgico — SVS 2022

Revisão baseada em evidências do papel do ecodoppler venoso no diagnóstico de varizes: protocolo de exame, limiares de refluxo, limitações do Doppler portátil e impacto no planejamento terapêutico — conforme as Diretrizes SVS 2022.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 17 de junho de 202614 min de leitura

Resposta direta: Protocolo DUS de varizes: exame em pé, manobra de Valsalva para JSF/JSP, compressão distal da panturrilha para PVs. Mapeamento: trajeto da safena magna, pequena e safena acessória; diâmetro na junção e 1/3 médio da coxa; pontos de refluxo e tributárias. Refluxo patológico: >0,5 s. Grafar "mapa venoso" no laudo para guiar ablação. DUS pré-operatório obrigatório (SVS 2023 Grau 1B) — reduz recorrência por identificação de fontes de refluxo.

O duplex ultrasound (DU) é o padrão-ouro diagnóstico para refluxo venoso em varizes — recomendação de grau 1 (forte) com evidência B (moderada) pela Guideline 1.1 das Diretrizes SVS/AVF/AVLS 2022 (Gloviczki et al., J Vasc Surg Venous Lymphat Disord 2023;11:231–61). Nenhum tratamento ablativo ou cirúrgico deve ser planejado sem mapeamento duplex completo do sistema venoso superficial e profundo.

Infográfico — Ecodoppler venoso para diagnóstico de varizes: protocolo SVS 2022, limiares de refluxo e comparação HHD vs DU

Guideline 1.1 — Recomendação e Racional

Grade 1 — ForteEvidence B — ModeradaCEAP C2 — Varizes

Justificativa técnica da preferência pelo DU

O duplex ultrasound combina imageamento em escala de cinza (B-mode) com Doppler espectral, permitindo avaliação simultânea da morfologia venosa, da compressibilidade (pesquisa de TVP) e da direção e duração do fluxo. É não-invasivo, sem radiação ionizante, custo-efetivo e de alta sensibilidade e especificidade para refluxo venoso quando realizado em laboratório acreditado com protocolo padronizado. Suas limitações são a dependência de treinamento técnico e expertise médica para interpretação — não é equivalente a um simples exame de imagem.

A base de evidências para a recomendação grau 1B é constituída por dois estudos prospectivos comparativos nos quais o DU modificou a conduta clínica em 10–25% dos pacientes em relação ao planejamento baseado apenas no Doppler portátil (HHD) ou no exame clínico isolado.

Tabela I — Estudos Comparativos HHD vs. Duplex Ultrasound (Adaptada das Diretrizes SVS 2022)

Estudo (Ano)N (Membros)Intervenção AvaliadaSensibilidade — GSV / JSFSensibilidade — SSV / JSPImpacto no PlanejamentoConclusão Principal
Darke et al.
(1997)
100HHD vs. DU para mapeamento pré-operatórioNão reportado de forma isoladaInadequado para SSVMudança de conduta em número significativo de casos com SSV incompetenteHHD insuficiente para avaliar SSV/JSP — DU mandatório para planejamento que envolva safena parva
Mercer et al.
(1998)
89HHD vs. DU para planejamento cirúrgico56–95% (variação entre estudos)23–77% (variação entre estudos)Refluxo residual em 24% se planejamento pelo HHDPlanejamento exclusivo pelo HHD deixaria 1 em 4 pacientes com refluxo residual não tratado — clinicamente inaceitável
Rautio et al.
(2002)
142HHD vs. DU — mapeamento GSV e SSVGSV: 56%SSV: 23%Mudança de conduta em 10–25% dos casosSensibilidade do HHD inaceitavelmente baixa para SSV; DU altera manejo em proporção clinicamente significativa
Dhillon et al.
(2020)
Não especificadoHHD e Doppler contínuo portátil (PCD) point-of-care vs. DUHHD: 68% (acima do joelho)Não reportado separadamentePCD point-of-care: 69–74%Ambos os métodos portáteis com sensibilidade inadequada — mesmo tecnologias point-of-care modernas não superam o DU convencional para mapeamento completo

Fonte: Gloviczki et al., J Vasc Surg Venous Lymphat Disord 2023;11:231–61 (Tabela I). GSV = Great Saphenous Vein; SSV = Small Saphenous Vein; HHD = Hand-held Doppler; DU = Duplex Ultrasound; PCD = Portable Continuous-wave Doppler.

Ponto crítico para a prática clínica

A sensibilidade do HHD para a JSP/SSV é particularmente problemática: varia de apenas 23 a 77% entre estudos. Esse valor significa que em até 77% dos membros com SSV incompetente, o HHD pode não detectar o refluxo. Dado que a insuficiência da safena parva é encontrada em 15–30% dos membros com varizes, o uso isolado do HHD para planejamento cirúrgico representa um risco clínico real de subdiagnóstico.

Definições Operacionais de Refluxo (Implementation Remarks 1.1a–c)

As Diretrizes SVS 2022 estabelecem limiares precisos para definição de refluxo patológico, diferenciando por segmento venoso. O domínio dessas definições é essencial para a interpretação correta do laudo e para a indicação terapêutica baseada em evidências.

Limiares de Refluxo Patológico
  • >500 msVeias superficiais truncais (GSV, SSV, AAGSV, PAGSV), veia tibial e veia femoral profunda
  • >500 msVeias perfurantes — quando associado a diâmetro ≥3,5 mm (ver Seção 4)
  • >1.000 msVeia femoral comum, veia femoral e veia poplítea (sistema profundo axial)
Refluxo Axial

Fluxo retrógrado ininterrupto da virilha ao tornozelo — não apenas juncional. Representa o padrão mais grave de incompetência e é patognomônico para indicação de ablação do tronco envolvido.

Refluxo Juncional

Limitado à junção safeno-femoral (JSF) ou safeno-poplítea (JSP). Importante: refluxo juncional isolado, sem incompetência da GSV ou SSV distais, NÃO é indicação isolada de ablação — ver Correction 2024 das Diretrizes SVS.

Refluxo Segmentar

Ocorre em uma porção de veia superficial ou profunda, sem extensão axial completa. A relevância clínica depende do segmento, da extensão e da correlação com sintomas e CEAP.

Correction 2024 — Refluxo Juncional Isolado

A publicação original das Diretrizes SVS 2022 continha um erro na definição de indicação terapêutica baseada em refluxo juncional. A Correction publicada em 2024 no J Vasc Surg Venous Lymphat Disord esclarece que refluxo juncional isolado (restrito à JSF ou JSP, sem incompetência distal confirmada ao DU) não constitui por si só indicação de ablação. A ablação deve ser dirigida ao tronco incompetente (GSV, SSV, AAGSV) com refluxo demonstrado no segmento distal à junção.

Protocolo do Exame (Guidelines 1.2.1, 1.2.2, 1.3.1–1.3.3)

1.2 — Ambiente, Acreditação e Posição do Paciente

Guideline 1.2.1 — Acreditação do Laboratório
  • • Laboratório acreditado pela Intersocietal Accreditation Commission (IAC) ou pelo American College of Radiology (ACR)
  • • Paciente em ortostase sempre que possível — posição dependente é mandatória para avaliação de refluxo
  • • Se o paciente não puder ficar em pé: sentado ou Trendelenburg reverso (decúbito dorsal com cabeceira elevada ~30°) como alternativa aceita
  • • Laboratórios sem acreditação: variabilidade diagnóstica significativa — especialmente para SSV/JSP
Guideline 1.2.2 — Técnicas de Provocação
  • Manobra de Valsalva: para avaliação da veia femoral comum e JSF — aumenta pressão intra-abdominal e expõe insuficiência valvular juncional
  • Compressão distal manual ou desinflação de manguito: para segmentos mais distais (femoral média, poplítea, GSV coxa e joelho, SSV)
  • • O refluxo superficial deve ser rastreado até sua origem — não apenas avaliado no ponto de incompetência juncional
  • • Laudo deve ser interpretado por médico com treinamento em DU venoso — não apenas pelo tecnólogo vascular

1.3 — Protocolo de Imageamento, Doppler Espectral e Diâmetros

Guideline 1.3.1 — Imagens Transversais em Escala de Cinza (B-mode)

Obter imagens transversais em escala de cinza sem e com compressão nos seguintes segmentos: veia femoral comum, femoral proximal, femoral média, femoral distal, veia poplítea, JSF, GSV e SSV. A compressibilidade documentada descarta TVP concomitante — pesquisa obrigatória antes de qualquer ablação.

Guideline 1.3.2 — Doppler Espectral com Caliper

Registrar Doppler espectral com caliper em repouso e em resposta à manobra de provocação nos seguintes segmentos:

Com Valsalva:
  • • Veia femoral comum
  • • JSF (junção safeno-femoral)
Com Compressão Distal:
  • • Femoral média
  • • Veia poplítea
  • • GSV na coxa e ao nível do joelho
  • • AAGSV (Acessória Anterior da GSV)
  • • SSV na JSP ou na panturrilha proximal
Guideline 1.3.3 — Medidas de Diâmetro

Medidas de diâmetro obtidas com o membro em posição dependente (ortostase ou Trendelenburg reverso), da parede anterior à posterior, obrigatoriamente nos seguintes segmentos:

JSF (veia femoral comum)GSV proximal na coxaGSV ao nível do joelhoAAGSVSSV na JSP ou panturrilha proximal

Medidas em posição supina são inadequadas para fins de planejamento e documentação baseline — subestimam o diâmetro real.

Definição de Perfurante Patológica em CEAP C2

Critérios Diagnósticos — Dois Obrigatórios
1
Fluxo de saída (outward flow) ≥500 ms
Duração do fluxo retrógrado ao DU espectral com compressão distal
2
Diâmetro ≥3,5 mm
Medido com o membro em posição dependente
Performance Diagnóstica — Labropoulos et al.
Especificidade96%
Sensibilidade73%
Padrão de referênciaFlebografia / confirmação cirúrgica

Alta especificidade garante que a maioria das perfurantes classificadas como patológicas pelo DU é genuinamente incompetente — baixo risco de indicação desnecessária baseada no exame.

Contexto clínico para CEAP C2: em varizes primárias CEAP C2, a indicação de tratamento da perfurante incompetente isolada (SEPS ou ablação ecoguiada) requer a presença de ambos os critérios ao DU e correlação com o quadro clínico. Perfurante patológica isolada, sem tronco superficial incompetente associado ou sintomatologia significativa, raramente justifica intervenção isolada neste estágio da doença.

Outros Métodos de Imagem Venosa

Embora o DU seja suficiente para o planejamento da grande maioria dos casos de varizes CEAP C2, outros métodos de imagem têm indicações específicas em cenários selecionados.

Venografia Descendente
Indicação: suspeita de insuficiência valvular profunda em sistema venoso profundo
Cenário clínico: síndrome pós-trombótica refratária; planejamento de reconstrução valvular venosa; refração após ablação superficial com DU normal
Raramente necessária em CEAP C2 primária com incompetência superficial isolada
AngioTC / RM Venosa
Indicação: avaliação de obstrução venosa profunda (pós-trombótica, síndrome de May-Thurner), malformações vasculares complexas
Cenário clínico: suspeita de compressão ilíaca; recidiva com anatomia venosa atípica; planejamento de stent venoso ilíaco
Não indicada rotineiramente para CEAP C2 primária
Venografia Ascendente
Indicação: informações anatômicas adicionais do sistema venoso superficial em casos complexos
Cenário clínico: anatomia venosa atípica (duplicação de safena, tributárias anômalas), uso intraoperatório ocasional em cirurgias de recidiva
Uso restrito e substituído pelo DU na maioria dos centros

Diretriz prática — hierarquia de imagem

Para CEAP C2 primária com GSV ou SSV incompetente, o DU realizado em laboratório acreditado com protocolo padronizado é suficiente para indicação e planejamento de ablação. A solicitação de AngioTC, RM ou venografia deve ser reservada para casos com suspeita de doença venosa profunda, obstrução, recidiva complexa ou anatomia atípica — não constitui rotina diagnóstica nem deve ser solicitada para confirmar o achado do DU em situações típicas.

Resumo — Checklist para a Prática Clínica

DU realizado em laboratório acreditado (IAC ou ACR)
Paciente em ortostase ou Trendelenburg reverso durante o exame
Laudo interpretado por médico com treinamento em DU venoso
Valsalva para femoral comum e JSF; compressão distal para demais segmentos
Refluxo >500 ms (superficiais e profundos distais) ou >1.000 ms (femoral comum, femoral, poplítea)
Refluxo rastreado até a origem — não apenas avaliado no ponto de incompetência juncional
Diâmetros documentados em posição dependente nos segmentos mandatórios (JSF, GSV coxa/joelho, AAGSV, SSV)
Perfurante patológica: outward flow ≥500 ms E diâmetro ≥3,5 mm — dois critérios simultâneos
HHD como único método para planejamento de ablação — insuficiente (sensibilidade 23–77%)
Refluxo juncional isolado como indicação isolada de ablação — ver Correction 2024
Diâmetro da GSV como critério único de indicação — sem evidência que suporte essa prática

Fonte Principal

Gloviczki P, Lawrence PF, Wasan SM, et al. The 2022 Society for Vascular Surgery, American Venous Forum, and American Vein & Lymphatic Society Clinical Practice Guidelines for Management of Varicose Veins of the Lower Extremities. J Vasc Surg Venous Lymphat Disord. 2023;11(2):231–261.e6. doi:10.1016/j.jvsv.2022.09.004

Correction: J Vasc Surg Venous Lymphat Disord. 2024 (refluxo juncional isolado — indicação terapêutica).

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Perguntas Frequentes

Qual é a diferença entre refluxo axial, juncional e segmentar para fins de indicação terapêutica?
Refluxo axial é o fluxo retrógrado ininterrupto da virilha ao tornozelo — padrão patognomônico que indica ablação do tronco safeno envolvido. Refluxo juncional isolado (limitado à JSF ou JSP) sem incompetência da GSV ou SSV distal NÃO constitui indicação isolada de ablação — esta distinção foi corrigida na Correction 2024 das Diretrizes SVS, pois o artigo original continha erro neste ponto. Refluxo segmentar ocorre em uma porção de veia superficial ou profunda sem extensão axial completa; sua relevância clínica depende do segmento acometido, da extensão e da sintomatologia — pode ou não justificar intervenção, sendo necessário correlacionar com CEAP e VCSS.
O Doppler portátil (HHD) pode substituir o ecodoppler para planejamento cirúrgico?
Não. Dois estudos prospectivos comparativos (os únicos disponíveis na literatura) demonstram sensibilidade insuficiente do HHD para planejamento de ablação. Mercer et al. (1998, 89 membros): planejamento baseado exclusivamente no HHD deixaria refluxo residual em 24% dos casos. Rautio et al. (2002, 142 membros): sensibilidade do HHD para a GSV foi apenas 56% e para a SSV apenas 23%. Darke et al. (1997, 100 membros): HHD inadequado especificamente para avaliação da veia safena parva. Dhillon et al. (2020): HHD com sensibilidade de 68% para segmento acima do joelho; Doppler contínuo portátil point-of-care com 69–74% — ambos insuficientes. O HHD pode ser usado para triagem clínica inicial, mas nunca como único método para planejamento de ablação endovenosa ou cirurgia.
Qual é o limiar exato que define uma perfurante como patológica em CEAP C2?
Dois critérios devem estar presentes simultaneamente: (1) fluxo de saída (outward flow) com duração ≥500 ms ao DU e (2) diâmetro ≥3,5 mm mensurado com o membro em posição dependente. A presença de apenas um critério isolado não define incompetência de perfurante. Labropoulos et al. estabeleceram esses limiares com sensibilidade de 73% e especificidade de 96% para incompetência de perfurante confirmada por flebografia ou cirurgia. Em CEAP C2 (varizes simples), a indicação de tratamento dirigido à perfurante incompetente requer ainda correlação clínica, pois o impacto hemodinâmico da perfurante isolada sobre a recorrência varia conforme o contexto do sistema superficial incompetente associado.
O diâmetro da veia safena magna deve ser usado como critério único para indicação de ablação?
Não. A evidência existente contradiz o uso do diâmetro como critério isolado de indicação. Attaran et al. demonstraram correlação fraca entre diâmetro da GSV e VCSS basal (R = −0,004) e ausência de correlação com melhora do VCSS em seguimento de até 36 meses (R = 0,04). Gibson et al. também não encontraram correlação entre diâmetro da GSV e piora de qualidade de vida. A indicação de ablação deve ser fundamentada no VCSS (Venous Clinical Severity Score), na escala de QoL validada (como CIVIQ ou AVVQ) e na presença de refluxo significativo ao DU. O diâmetro da GSV pode ser documentado para fins de seleção da técnica ablativa (térmica vs. não-térmica) e do cateter, mas não como gatilho de indicação isolado.
Quando o laudo deve ser realizado por médico com treinamento em DU venoso?
Sempre — conforme a Guideline 1.2.2 (Grade 1, Evidence B). O exame de DU venoso deve ser interpretado por médico com treinamento específico em ultrassonografia vascular, não apenas pelo tecnólogo vascular. Laboratórios sem acreditação pela Intersocietal Accreditation Commission (IAC) ou pelo American College of Radiology (ACR) apresentam variabilidade significativa nos resultados, especialmente na avaliação da SSV (sensibilidade muito menor que a GSV em mãos inexperientes). A acreditação IAC para laboratório de vascular não-invasivo é o padrão recomendado pelas Diretrizes SVS 2022 para garantir a reprodutibilidade diagnóstica e o impacto clínico do exame no planejamento terapêutico.
Quais segmentos devem necessariamente ter medidas de diâmetro documentadas?
Conforme a Guideline 1.3.3, as medidas de diâmetro devem ser obtidas com o membro em posição dependente (ortostase ou Trendelenburg reverso), da parede anterior à posterior, nos seguintes segmentos: (1) veia femoral comum na JSF; (2) GSV proximal na coxa e ao nível do joelho; (3) AAGSV (Acessória Anterior da GSV); (4) SSV ao nível da JSP ou na panturrilha proximal. Medidas obtidas em posição supina subestimam o diâmetro real e são consideradas inadequadas para fins de planejamento cirúrgico e documentação baseline. A mensuração do diâmetro em posição dependente é essencial para a seleção do tamanho do cateter nas técnicas ablativas e para documentação comparativa no seguimento.
Quando a venografia descendente ou AngioTC são necessárias em varizes CEAP C2?
Raramente em CEAP C2 primária não complicada. A venografia descendente é reservada para casos com suspeita de insuficiência valvular profunda em pacientes com refração ao tratamento, pós-trombóticos com recidiva ou naqueles em que o planejamento de reconstrução valvular venosa profunda está sendo considerado. A AngioTC e a RM venosa são indicadas quando há suspeita de obstrução venosa profunda (síndrome pós-trombótica, síndrome de May-Thurner), malformação vascular complexa, ou no planejamento pré-operatório de recidivas com anatomia venosa atípica. Para CEAP C2 primária com incompetência da GSV ou SSV identificada ao DU, a indicação de outros métodos deve ser individualizada e é infrequente.

Suas varizes merecem avaliação especializada.

Cada caso é único. O Eco-Doppler Vascular mapeia o refluxo e define qual técnica — espuma, laser, radiofrequência ou cirurgia — é a certa para você.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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