Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
Varizes

Classificação CEAP 2020: Atualização Completa — C0 a C6r, C4c e Novos Modificadores

Revisão sistemática da classificação CEAP 2020 para doença venosa crônica: novos subtipos C2r, C4c e C6r, atualização dos componentes E, A e P, CEAP básica vs completa — conforme Lurie et al. e Diretrizes SVS 2022.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 17 de junho de 202613 min de leitura

Resposta direta: Classificação CEAP 2020 (atualização): C0 sem sinais/sintomas; C0s com sintomas sem sinais visíveis; C1 telangiectasias/veias reticulares; C2 varizes ≥3mm; C2r varizes recorrentes; C3 edema; C4a pigmentação+eczema; C4b lipodermatoesclerose+atrophie blanche; C4c corona flebectásica (novo em 2020 — alto risco para úlcera); C5 úlcera cicatrizada; C6 úlcera ativa; C6r úlcera recorrente. "r" sufixo indica recorrência em qualquer estágio.

A classificação CEAP (Clinical-Etiology-Anatomy-Pathophysiology) foi atualizada em 2020 pela força-tarefa conjunta da American Venous Forum, Society for Vascular Surgery e Unión Internationale de Phlébologie (Lurie et al., J Vasc Surg Venous Lymphat Disord 2020;8:342–52). As Diretrizes SVS 2022 (Gloviczki et al.) adotaram integralmente o CEAP 2020 como sistema de estadiamento obrigatório para todos os ensaios clínicos sobre varizes — tornando o conhecimento da atualização indispensável para interpretação crítica da literatura.

Infográfico da Classificação CEAP 2020 — C0 a C6r, C4c e componentes E, A, P

Por Que a Classificação CEAP Foi Atualizada em 2020?

A CEAP original foi publicada em 1994 e revisada em 2004 pelo Ad Hoc Committee on Reporting Standards in Venous Disease. Nos 16 anos seguintes, três limitações tornaram-se evidentes na literatura:

Limitação 1 — C4

C4 (alterações cutâneas sem úlcera) agrupava condições com risco prognóstico muito diferente: eczema venoso, lipodermatoesclerose e corona phlebectatica. Estudos prospectivos mostraram que a corona phlebectatica (ankle flare) tem risco de progressão para úlcera muito superior — agrupá-la em C4 sem distinção prejudicava a estratificação de risco.

Limitação 2 — Recidivas

Não havia notação padronizada para varizes recorrentes após tratamento ou úlceras recorrentes após cicatrização. Estudos de recidiva usavam sistemas heterogêneos — C2 primária e C2 recorrente eram agrupadas, impedindo análise comparativa adequada de taxas de recorrência entre técnicas.

Limitação 3 — Etiologia e Anatomia

A etiologia "secundária" não distinguia causas intraluminais (pós-trombótica) de causas extraluminais (compressão extrínseca) — com implicações terapêuticas completamente diferentes. Os segmentos anatômicos não incluíam codificação específica para veias pélvicas e gonádicas, relevantes em varizes vulvares e síndrome de congestão pélvica.

Componente C — Classificação Clínica Completa (CEAP 2020)

Todas as classes C do membro podem coexistir. Na CEAP completa, todas as classes presentes são registradas. Na CEAP básica, apenas a mais alta. Modificador S = sintomático; A = assintomático.

ClasseDefiniçãoExemplos ClínicosNovidade 2020
C0Sem sinais visíveis ou palpáveis de doença venosaPaciente com queixa de peso nas pernas sem achado objetivoSem alteração
C1Telangiectasias ou veias reticulares (<3 mm)Vasinhos (telangiectasias), veias azuladas subdérmicas reticularesSem alteração
C2Veias varicosas — tronco ou ramos ≥3 mm em ortostatismoVarizes de tronco safeno ou tributárias, veias ao nível da pele ou acimaSem alteração
C2rVarizes recorrentes após tratamento prévio do mesmo segmentoVarizes após ablação endovenosa, cirurgia convencional ou escleroterapiaNOVO 2020
C3Edema de origem venosaEdema maleolar ou de tornozelo que piora ao final do dia, alivia com elevaçãoSem alteração
C4aPigmentação cutânea e/ou eczema venosoHiperpigmentação por hemossiderina, dermatite de estase, eczema eritematosoSem alteração
C4bLipodermatoesclerose e/ou atrofia brancaFibrose subcutânea, atrofia branca (cicatriz esbranquiçada atrófica perimaleolar)Sem alteração
C4cCorona phlebectatica (ankle flare)Leque de telangiectasias intradérmicas na região perimaleolar medial e/ou lateralNOVO 2020
C5Úlcera venosa cicatrizadaCicatriz de úlcera prévia, sem exposição dérmica ativaSem alteração
C6Úlcera venosa ativaSolução de continuidade cutânea de origem venosa, geralmente perimaleolar medialSem alteração
C6rÚlcera venosa ativa recorrenteÚlcera que recorreu no mesmo local após cicatrização completa prévia documentadaNOVO 2020

Fonte: Lurie F et al. The 2020 update of the CEAP classification system and reporting standards. J Vasc Surg Venous Lymphat Disord 2020;8:342–52.

C4c — Corona Phlebectatica: Valor Prognóstico e Distinção Diagnóstica

Definição e Anatomia

A corona phlebectatica é um padrão específico de telangiectasias intradérmicas em leque ou arco, localizado exclusivamente na região perimaleolar medial e/ou lateral — correspondendo ao território de drenagem das veias perfurantes do tornozelo e à pressão hidrostática mais alta do sistema venoso distal.

  • • Localização: maleolar medial > lateral
  • • Padrão: leque de vasinhos <1 mm, divergindo de um ponto central
  • • Distribuição: segue território das perfurantes perimaleolares
  • • Não associada a tronco venoso palpável ou visível

Significado Prognóstico

Dados de coorte prospectiva (Edinburgh Vein Study e Bonn Vein Study) identificaram que a presença de corona phlebectatica em membro com doença venosa crônica aumenta significativamente o risco de progressão para úlcera venosa ativa (C6).

2,7×
risco de progressão para C5-C6 em 5 anos vs C4a/C4b sem corona

Evidência que justificou a criação de subcategoria própria — estratificação de risco mais precisa do que manter em C4 genérico.

Distinção C4c vs C1 — erro diagnóstico frequente

A corona phlebectatica pode ser confundida com telangiectasias primárias (C1) na avaliação superficial. A distinção é crítica: C1 são telangiectasias distribuídas em qualquer região do membro, sem padrão específico de distribuição, sem relação com hipertensão venosa profunda; C4c tem localização exclusivamente perimaleolar, em padrão de leque divergente, em contexto de DVC com hipertensão venosa crônica — o duplex ultrasound venoso tipicamente demonstra refluxo profundo ou de perfurantes perimaleolares associado. Um paciente jovem com vasinhos na coxa = C1. Um paciente com varizes extensas e leque de vasinhos no tornozelo = C4c.

Componente E — Etiologia (Atualização 2020)

CódigoEtiologiaDefinição / Exemplos2020
EpPrimáriaCausa intrínseca à parede venosa ou válvulas sem evento desencadeante identificado. A mais comum em varizes.Sem alteração
EsiSecundária — intraluminalCausa dentro da luz venosa: pós-trombótica (SPT), tromboflebite, trauma intraluminal. Ex.: insuficiência valvular pós-TVP.NOVO 2020
EseSecundária — extraluminalCausa fora da luz venosa: compressão extrínseca (May-Thurner), tumor, malformação extravascular.NOVO 2020
EcCongênitaPresente desde o nascimento. Ex.: síndrome de Klippel-Trenaunay, malformações venosas congênitas.Sem alteração
EnSem etiologia identificadaInvestigação completa não identificou causa específica. Diferente de Ep — indica workup inconclusivo.Sem alteração

Impacto clínico da divisão Esi/Ese: A distinção tem implicações terapêuticas diretas. Esi pós-trombótica com obstrução ilíaca pode se beneficiar de stenting venoso ilíaco — indicação que não existe para Ese ou Ep. Ese por compressão extrínseca (ex.: síndrome de May-Thurner) direciona à investigação por AngioTC pélvica e consideração de stenting ilíaco esquerdo. O registro correto do subcomponente E orienta a investigação adicional e o planejamento terapêutico.

Componente A — 18 Segmentos Anatômicos (Atualização 2020)

A CEAP 2020 expandiu o sistema anatômico de 11 para 18 segmentos numerados, adicionando diferenciação dos segmentos pélvicos/gonádicos e refinando a nomenclatura dos sistemas superficial e profundo.

As — Superficial (1–6)
1GSV acima do joelho (coxa)
2GSV abaixo do joelho (perna)
3SSV (veia safena parva)
4Tributária anterior/acessória da coxa (AAGSV)
5Tributária posterior/acessória da coxa (PAGSV)
6Outras veias superficiais
Ap — Perfurantes (7–8)
7Perfurantes da coxa
8Perfurantes da panturrilha (Cockett, Boyd, paratibiais)

Reflexo ≥500 ms + diâmetro ≥3,5 mm em posição dependente = incompetência. Apenas perfurantes com ambos os critérios devem ser registradas como Ap.

Ad — Profundas (9–18)
9Veia cava inferior
10Ilíaca comum
11Ilíaca interna
12Ilíaca externa
13Pélvica (gonadal, lig. largo) — NOVO
14Femoral comum
15Femoral profunda
16Femoral (superficial)
17Poplítea
18Tibiais / fibular / musculares

Segmento 13 (pélvico/gonádico) — por que foi adicionado: Varizes pélvicas e vulvares originadas de insuficiência das veias gonádicas (ováricas/espermáticas) ou dos plexos pélvicos não tinham codificação específica na CEAP 2004. Com a adição do segmento 13, a síndrome de congestão pélvica, varizes vulvares e varizes perineoescrotais podem ser adequadamente registradas — relevante para estudos com embolização de veia gonadal e procedimentos de desobstrução pélvica.

Componente P — Patofisiologia

Pr
Refluxo

Fluxo retrógrado patológico demonstrado ao duplex ultrasound

Po
Obstrução

Obstrução ao fluxo venoso — trombótica ou não-trombótica

Pr,o
Refluxo + Obstrução

Ambos os mecanismos coexistentes — típico da SPT avançada

Pn
Sem mecanismo identificado

Investigação inconclusiva — diferente de C0

CEAP Básica vs Completa — Quando Usar Cada Formato

CEAP Básica
Uso clínico rotineiro e prontuário

Registra apenas a classe C mais alta presente no membro, com modificador S/A e componentes E, A, P em formato simplificado (sem numeração dos segmentos anatômicos).

C4b,s Ep As Pr

= C4b sintomático, primário, superficial (sem segmento específico), refluxo

Indicada para:
  • • Prontuário clínico e consultas de seguimento
  • • Registros administrativos e relatórios operatórios
  • • Comunicação entre médicos sobre o caso
CEAP Completa
Estudos clínicos e publicações científicas

Registra todas as classes C presentes simultaneamente, todos os segmentos anatômicos numerados (1–18) e modificadores de patofisiologia por segmento.

C2,4b,s Ep As1,2 Pr

= C2 + C4b sintomático, primário, GSV coxa (1) + perna (2), refluxo

Indicada para:
  • • Ensaios clínicos randomizados
  • • Submissão de artigos científicos
  • • Registros de outcomes multicêntricos

Exigência SVS 2022: As Diretrizes SVS 2022 (Gloviczki et al.) estabelecem que todos os estudos clínicos citados nas recomendações devem usar CEAP completa. A heterogeneidade histórica — especialmente a mistura de C2 primário com C2 recorrente sem o modificador "r" — foi identificada como uma das principais limitações dos estudos de recidiva de varizes. A partir de 2020, estudos que não usem CEAP completa com os novos subcritérios são considerados metodologicamente insuficientes para suporte de recomendações Grau A.

Exemplos de Codificação CEAP Básica em Apresentações Clínicas Comuns

Caso 1
Varizes de GSV em adulto jovem assintomático, sem tratamento prévio
C2,A Ep As Pr

C2 assintomático, etiologia primária, segmento superficial, refluxo

Caso 2
Varizes recorrentes após EVLA há 3 anos, com sintomas de peso e cansaço
C2r,S Ep As Pr

C2r (recorrente) sintomático, primário, superficial, refluxo — distingue de C2 primário

Caso 3
Edema maleolar + hiperpigmentação + corona phlebectatica bilateral sintomático
C4c,S Ep As Pr

C4c sintomático, primário, superficial, refluxo — indica risco 2,7× maior de progressão para úlcera

Caso 4
Úlcera venosa ativa recorrente (2ª vez no mesmo local) pós-TVP
C6r,S Esi Ad Pr,o

C6r recorrente sintomático, etiologia secundária intraluminal (pós-TVP), profunda, refluxo + obstrução

Caso 5
DVC com obstrução ilíaca esquerda por síndrome de May-Thurner (compressão extrínseca)
C3,S Ese Ad Po

C3 sintomático, etiologia secundária extraluminal, profunda, obstrução — indica investigação e potencial stenting ilíaco

Suas pernas estão te preocupando?

Dr. Maurício Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular em MaringáCRM-PR 21589 · Atendimento com hora marcada

Agendar pelo WhatsApp

Ou ligue: (44) 99129-7111

Perguntas Frequentes

Qual é a diferença entre CEAP básica e CEAP completa — e quando cada uma é adequada?
A CEAP básica registra a classe C mais alta presente no membro (ex.: C3) com o modificador S ou A e os componentes E, A e P em formato simplificado (ex.: C3,s Ep As,p Pr). É adequada para uso clínico rotineiro, triagem e documentação em prontuário. A CEAP completa registra todas as classes C presentes simultaneamente (ex.: C2,3,4a,s), todos os segmentos anatômicos numerados de 1 a 18 e os modificadores de patofisiologia individuais por segmento — é obrigatória em estudos clínicos, ensaios randomizados e publicações científicas. A atualização 2020 clarificou que a CEAP básica deve usar a classificação da classe C mais alta presente, enquanto a CEAP completa pode listar múltiplas classes.
O que é C4c (corona phlebectatica) e por que foi adicionado à CEAP 2020?
C4c é a nova subcategoria adicionada em 2020 para designar a corona phlebectatica — também conhecida como ankle flare ou malleolar flare: leque de telangiectasias dérmicas na região perimaleolar medial ou lateral, com padrão em "leque" ou "colar", sem relação com troncos venosos superficiais. Evidências prospectivas mostraram que C4c tem valor prognóstico independente: sua presença aumenta 2,7 vezes o risco de progressão para úlcera venosa (C5-C6) em seguimento de 5 anos, superior ao risco conferido por C4a ou C4b isoladamente. Antes de 2020, C4c era incluída em C1 ou C4 sem distinção — a criação de uma subcategoria própria permite estratificação de risco mais precisa e identificação de pacientes que se beneficiam de intervenção precoce.
Quais são as diferenças práticas entre C2 e C2r no planejamento cirúrgico?
O sufixo "r" (recurrent) indica que as varizes se desenvolveram após tratamento prévio do mesmo segmento — seja cirurgia, ablação endovenosa ou escleroterapia. C2r (varizes recorrentes) altera o planejamento em três pontos: (1) o duplex ultrasound é ainda mais crítico, pois a anatomia venosa pós-tratamento é altamente variável — recanalizações parciais, neo-vascularização na cicatriz da JSF e tributárias com origem anatômica atípica são comuns; (2) a técnica cirúrgica na recidiva é tecnicamente mais difícil pela fibrose perivenosa pós-operatória ou pós-ablação; (3) os dados de eficácia de técnicas em C2r diferem dos de C2 primária — a CEAP precisa especificar o sufixo "r" para que comparações em estudos clínicos sejam válidas. A não distinção entre C2 e C2r em ensaios clínicos foi uma das principais fontes de heterogeneidade nos dados históricos de recidiva.
Como os 18 segmentos anatômicos da CEAP 2020 são numerados — e quais são os mais relevantes clinicamente?
A CEAP 2020 expandiu o sistema de 11 para 18 segmentos anatômicos, adicionando diferenciação das veias pélvicas e gonádicas. Superficiais (As): 1=GSV acima do joelho, 2=GSV abaixo do joelho, 3=SSV, 4=tributária anterior/acessória da coxa, 5=tributária posterior/acessória da coxa, 6=outras superficiais. Perfurantes (Ap): 7=coxa, 8=panturrilha. Profundas (Ad): 9=veia cava inferior, 10=ilíaca comum, 11=ilíaca interna, 12=ilíaca externa, 13=pélvica (gonádica, larga etc.), 14=femoral comum, 15=femoral profunda, 16=femoral, 17=poplítea, 18=tibiais/fibular/muscular. Os segmentos 1 e 2 (GSV) e 3 (SSV) são os mais relevantes clinicamente para varizes. O segmento 13 (pélvica/gonádica) foi adicionado em 2020 para codificar adequadamente varizes pélvicas e vulvares — antes classificadas de forma inconsistente.
Como a atualização do componente E (etiologia) em 2020 afeta a classificação de insuficiência venosa pós-trombótica?
A atualização 2020 dividiu a categoria Secundária (Es) da CEAP original em dois subtipos: Esi (Secondary-intravenous) — causa dentro da luz venosa, principalmente síndrome pós-trombótica (SPT), tromboflebite ou trauma intraluminal; e Ese (Secondary-extravenous) — causa extravascular ao vaso, como compressão extrínseca, tumor, malformação extravascular ou causa iatrogênica. Essa divisão tem importância clínica direta: Esi geralmente indica DVC com componente obstrutivo que pode se beneficiar de técnicas de desobstrução (stenting ilíaco em síndrome de May-Thurner, por exemplo), enquanto Ese direciona à investigação e tratamento da causa extravascular primária. Antes de 2020, ambos eram simplesmente "Es" sem distinção.
A CEAP 2020 modificou os limiares diagnósticos para refluxo venoso?
Não diretamente. A CEAP 2020 (Lurie et al., J Vasc Surg Venous Lymphat Disord 2020;8:342–52) é um sistema de classificação e codificação, não um documento de diagnóstico. Os limiares de refluxo (>500 ms para veias superficiais, >1.000 ms para veias profundas e perfurantes) foram estabelecidos na literatura de duplex ultrasound venoso e reafirmados pelas Diretrizes SVS 2022 (Gloviczki et al.), mas não são parte intrínseca da classificação CEAP em si. A CEAP classifica o membro com base na apresentação clínica independentemente do método diagnóstico usado para confirmar o mecanismo fisiopatológico — que é documentado separadamente no componente P (refluxo Pr, obstrução Po, ou ambos Pr,o).
Como a CEAP 2020 deve ser documentada em prontuário para um paciente com varizes e pigmentação cutânea sem úlcera ativa?
Para varizes (C2) com lipodermatoesclerose ou pigmentação por hemossiderina sem úlcera ativa, a classe C mais alta é C4b. Em CEAP básica: C4b,s Ep As Pr — indicando C4b sintomático, etiologia primária, segmento superficial (sem especificar número), mecanismo de refluxo. Em CEAP completa: C2,4b,s Ep As1,2 Pr — registrando todas as classes C presentes, etiologia primária, segmentos GSV acima e abaixo do joelho (As1 e As2) com refluxo confirmado. Se a insuficiência for pós-trombótica com componente obstrutivo: C4b,s Esi Ad Pr,o. A documentação correta da CEAP em prontuário eletrônico facilita o acompanhamento longitudinal e a comparação de resultados pós-tratamento.

Suas varizes merecem avaliação especializada.

Cada caso é único. O Eco-Doppler Vascular mapeia o refluxo e define qual técnica — espuma, laser, radiofrequência ou cirurgia — é a certa para você.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

Leia também

Tem dúvidas? Agende uma avaliação vascular

Agendar pelo WhatsApp