Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
ESVS 2020 — M2

Tratamento Inicial e Cirurgia Aberta na Isquemia Aguda de Membro — ESVS 2020 (M2)

Heparina IV 5.000 UI bolus imediata (Rec 9), tromboembolectomia de Fogarty com cateter guiado por fio (Rec 16), angiografia de conclusão obrigatória (Rec 18), enxerto venoso para bypass infrainguinal (Rec 17) e teatro híbrido. Recomendações 9–21 — ESVS 2020.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 20 de junho de 202613 min de leitura

Resposta direta: Heparina IV 5.000 UI bolus imediata (Rec 9, Classe I-C), oxigênio e analgesia; transferência para centro vascular 24/7 (Rec 13, Classe I-B). Embolectomia de Fogarty com cateter guiado por fio (Rec 16, Classe IIa-C); angiografia de conclusão OBRIGATÓRIA — trombo residual em até 34% dos casos (Rec 18, Classe I-C). Enxerto venoso preferido para bypass infrainguinal (Rec 17, Classe IIa-C). Teatro híbrido para doença subjacente residual (Rec 14/21). ESVS 2020.

O diagnóstico foi feito: Rutherford IIB, membro ameaçado. As decisões dos próximos 60 minutos determinam o desfecho. As Recomendações 9–21 das Diretrizes ESVS 2020 (Björck M et al., EJVES 2020;59:173–218) estabelecem com precisão o manejo inicial imediato, a técnica cirúrgica ideal e os cuidados que reduzem perda do membro — desde a primeira dose de heparina até a angiografia de conclusão.

Infográfico: Tratamento Inicial e Cirurgia Aberta na IAM ESVS 2020. Heparina IV, embolectomia Fogarty, angiografia de conclusão, bypass venoso, teatro híbrido.
Tratamento Inicial e Cirurgia Aberta na IAM (Recs 9–21). Björck M et al. ESVS 2020. Eur J Vasc Endovasc Surg 2020;59:173–218.

Manejo Inicial Imediato (Recs 9–12)

RecRecomendaçãoClasseNível
9Heparina IV é recomendada em pacientes com IAM aguardando revascularização — 5.000 UI bolus (ou 70–100 UI/kg), seguido de infusão contínua monitorada por TTPaIC
10Oxigênio suplementar é recomendado em pacientes com IAM aguardando revascularizaçãoIC
11Analgesia adequada e reidratação IV são recomendadas em pacientes com IAM aguardando revascularizaçãoIC
12Em pacientes com IAM tratados por cirurgia aberta, análogos de prostaciclina IV podem ser considerados durante e após a revascularizaçãoIIbB

Tomada de Decisão e Transferência (Recs 13–14)

RecRecomendaçãoClasseNível
13Pacientes diagnosticados com IAM em centros não-vasculares devem ser transferidos para centro vascular capaz de oferecer o espectro completo de intervenções abertas e endovasculares, com urgência proporcional à gravidade da isquemiaIB
14Pacientes com IAM devem ter acesso a teatro híbrido com arco cirúrgico e equipe capaz de oferecer tratamento aberto ou endovascular completo em um único procedimentoIC

Tromboembolectomia Cirúrgica (Recs 15–16)

A técnica de Fogarty (introduzida em 1962) permanece o padrão para IAM por embolia em artéria previamente normal. A incisão femoral única cobre ilíaca unilateral, femoral e profunda. Para oclusões abaixo do joelho, o acesso poplíteo direto é necessário — arteriotomia transversa é preferida para evitar estenose na sutura.

RecRecomendaçãoClasseNível
15Para tromboembolectomia cirúrgica na IAM, anestesia regional ou local pode ser utilizada, mas sempre com anestesista presenteIIbC
16Para tromboembolectomia cirúrgica na IAM, o uso de cateter over-the-wire sob controle fluoroscópico deve ser considerado — menos trauma, abordagem seletiva de tibiais, melhor clearanceIIaC

Bypass Cirúrgico e Enxertos Ocluídos (Recs 17, 20)

RecRecomendaçãoClasseNível
17Para bypass infrainguinal na IAM, a preferência pelo uso de enxerto venoso deve ser consideradaIIaC
20Para IAM causada por oclusão de bypass, a identificação e tratamento da causa da oclusão do enxerto é recomendadaIC

Imagem de Conclusão e Trombo Residual (Recs 18–19, 21)

RecRecomendaçãoClasseNível
18Para pacientes submetidos a cirurgia aberta e endovascular na IAM, angiografia de conclusão é recomendadaIC
19Para trombo residual após cirurgia aberta na IAM, trombólise local intra-operatória pode ser consideradaIIbC
21Após revascularização aberta na IAM, tratamento endovascular simultâneo de lesões de entrada ou saída deve ser consideradoIIaC

Mensagem central do M2:

Heparina IV imediata (não espere exames), cateter guiado por fio (menos trauma, mais seletividade), angiografia de conclusão sem exceção (trombo residual em 34%), e tratamento das lesões subjacentes no mesmo ato (teatro híbrido). A IAM contemporânea é a combinação de múltiplas intervenções no mesmo procedimento.

Perguntas Frequentes

Qual a dose correta de heparina inicial na IAM e por que não esperar para anticoagular?
A Recomendação 9 (Classe I, Nível C) da ESVS 2020 estabelece que heparina intravenosa é recomendada em todos os pacientes com IAM que aguardam revascularização. A dose padrão é 5.000 UI bolus IV (ou 70–100 UI/kg), seguida de infusão contínua monitorada pelo TTPa (alvo 1,5–2× o basal). O objetivo é duplo: prevenir a propagação do trombo e reduzir novos eventos embólicos distais. A heparina reduz o risco de embolia contralateral durante a embolectomia e melhora o clearance de coágulos após a revascularização. Embora não haja ECR moderno confirmando o benefício da heparina na IAM, o conceito fisiológico e a segurança do anticoagulante validam seu uso imediato. Não existe razão para aguardar resultados laboratoriais antes de iniciar heparina na IAM clinicamente confirmada. Em pacientes com trombocitopenia induzida por heparina (TIH) suspeita ou confirmada, alternativas incluem lepirudina, argatrobana ou danaparoide (Rec 9, nota).
Por que o cateter de Fogarty guiado por fio é preferido ao cateter convencional?
A Recomendação 16 (Classe IIa, Nível C) da ESVS 2020 recomenda o uso de cateter de embolectomia over-the-wire (guiado por fio) sob controle fluoroscópico. As vantagens do cateter guiado por fio sobre o balão de Fogarty convencional (sem fio) são: (1) Precisão: permite posicionamento seletivo de cada artéria tibial separadamente, evitando embolização distal acidental; (2) Menor trauma vascular: o fio guia fica intraluminal, reduzindo risco de dissecção arterial ao cruzar a oclusão às cegas; (3) Melhor clearance: a abordagem antegrade e retrograde seletiva melhora a remoção de coágulos distais nas tibiais; (4) Fluoroscopia: confirma posicionamento intraluminal e monitora a remoção do trombo em tempo real. Em série de 71 pacientes, o cateter guiado por fio foi associado a melhora significativa na permeabilidade vascular. A arteriotomia transversa (vs. longitudinal) é preferida abaixo do joelho para evitar estenose na sutura.
A angiografia de conclusão é sempre obrigatória após embolectomia?
A Recomendação 18 (Classe I, Nível C) da ESVS 2020 estabelece que angiografia de conclusão é recomendada após cirurgia aberta e endovascular para IAM. A justificativa: trombo residual é identificado em até 34% dos casos após embolectomia; quando identificado e tratado (trombólise intra-operatória local, nova embolectomia, ou bypass), reduz significativamente o risco de re-intervenção e perda do membro (Rec 19). A única exceção aceita é a combinação de insuficiência renal grave + pulsos pediais palpáveis após embolectomia — situação em que os riscos do contraste superam o benefício da confirmação. No teatro híbrido moderno, a angiografia de conclusão identifica também estenoses ou oclusões subjacentes à oclusão aguda que podem ser tratadas no mesmo ato com angioplastia/stenting (Rec 21).
Quando indicar bypass cirúrgico em vez de embolectomia na IAM?
O bypass cirúrgico é indicado quando a embolectomia não consegue restaurar a perfusão arterial adequada — situação mais comum em IAM por trombose sobre doença aterosclerótica extensa. A Recomendação 17 (Classe IIa, Nível C) estabelece que para bypass infrainguinal na IAM, o enxerto venoso sapeno é preferido. A razão: em série de 5.712 bypasses infrainguinais por IAM (VSGNNE, 2003–2011), 40,6% usaram enxerto protético vs. 32,6% nos eletivos — com piores resultados no grupo agudo (amputação maior 22,4% vs. 9,7%; morte 20,9% vs. 13,1% em 1 ano). O enxerto venoso autólogo tem melhores resultados de patência, especialmente quando há trombo distal e leito de saída comprometido. Em Rutherford IIB com necessidade de revascularização urgente, o enxerto protético pode ser necessário quando a veia safena não está disponível — a urgência temporal supera a preferência pelo enxerto venoso.
O que é tratamento híbrido e quando tem vantagem na IAM?
O tratamento híbrido combina técnicas abertas (embolectomia, bypass) e endovasculares (angioplastia, stenting, CDT, aspiração) no mesmo procedimento, no teatro híbrido ou sala operatória com arco cirúrgico (Rec 14, Classe I). A indicação clássica é a doença oclusiva multinível — situação crescente na IAM contemporânea: após embolectomia, a angiografia de conclusão revela estenose aterosclerótica residual de entrada (ilíaca) ou saída (femoral superficial, poplítea) que compromete a patência. Nesse caso, a angioplastia/stenting da lesão subjacente no mesmo ato (Rec 21, Classe IIa) evita re-oclusão e melhora a patência a longo prazo. Em análise de 1.480 pacientes, o tratamento endovascular isolado foi associado a menor taxa de amputação comparado ao aberto ou híbrido (23). A Recomendação 14 estabelece que todos os pacientes devem ter acesso a teatro híbrido capaz de oferecer a gama completa de intervenções abertas e endovasculares.

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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