Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
SVS AAP 2022 — G2

Aneurisma de Poplítea: PAA com Trombo e Reparo Aberto vs Endovascular

Diretrizes SVS 2022 — Rec 3 (Grau 2C): PAA <20mm com trombo e embolismo. Rec 4 (Grau 2C): OPAR vs EPAR — perviedade 95% vs 80% (VQI, n=390). Critérios de escolha da técnica.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 18 de junho de 202613 min de leitura

Resposta direta: OPAR (reparo aberto) vs EPAR (endovascular): perviedade em 5 anos de 95% vs 80% no registro VQI (n=390 pernas) — SVS 2022 Rec 3 e 4. Bypass com veia autóloga por OPAR é preferido quando há boa veia disponível e acesso cirúrgico favorável. EPAR preferido em alto risco cirúrgico. Metanálise de 4.880 reparos confirma superioridade de perviedade do OPAR a longo prazo.

Nem todo aneurisma de poplítea pequeno é seguro de observar. A presença de trombo mural — mesmo em PAA abaixo de 20 mm — indica risco real de embolização distal silenciosa. Quando a indicação de reparo está estabelecida, a escolha entre cirurgia aberta (OPAR) e endovascular (EPAR) deve considerar expectativa de vida, disponibilidade de veia safena e risco cirúrgico.

Infográfico: Aneurisma de Poplítea — PAA com Trombo e OPAR vs EPAR SVS 2022

Recomendação 3 — PAA <20 mm com Trombo (Grau 2C)

Rec 3 — Grau 2C (fraco · evidência baixa)

PAA <20 mm com trombo mural + suspeita clínica de embolismo ou evidência de runoff distal ruim → considerar reparo preventivo para evitar tromboembolismo e perda de membro.

Estudos retrospectivos demonstram que o tamanho isolado não prediz adequadamente o risco:

  • Ascher 2003 (34 PAAs): no grupo assintomático, 70% dos membros já apresentavam runoff comprometido ao diagnóstico, com PAA médio de 2,8 cm — evidenciando embolização silenciosa prévia
  • Dawson 1994 (42 PAAs assintomáticos): ausência de pulso tibial = preditor forte de complicação; 24% complicaram em 1 ano independente do diâmetro
  • Galland 2005: distorção e angulação do PAA ≥45° com diâmetro ≥3 cm → sensibilidade 90%, especificidade 89% para trombose

Recomendação 4 — Estratégia de Reparo: OPAR vs EPAR (Grau 2C)

Rec 4 — Grau 2C (fraco · evidência baixa)

  • Expectativa de vida ≥5 anos + veia safena adequada → OPAR preferencial
  • Expectativa de vida reduzida ou ausência de safena → considerar EPAR

Evidências Comparativas: OPAR vs EPAR

DesfechoOPAREPARFonte
Perviedade primária 1 ano95%80% (p<0,001)VQI (Eslami 2015, n=390)
MALE-free survival 1 ano93%80% (p<0,001)VQI (Eslami 2015)
HR para MALE (OPAR vs EPAR)0,35 (IC 0,15–0,86)referênciaVQI
Reintervenção 30d2,1%4,6% (p=0,001)Medicare (Galinanes 2013, n=2.962)
Reintervenção 90d7,4%11,8% (p=0,0007)Medicare (Galinanes 2013)
Perviedade primária 1 ano (meta)OR 2,13 (IC 1,45–3,14)referênciaMetanálise (Leake 2017, n=4.880)
Oclusão 30dOR 0,41 (IC 0,24–0,68)referênciaMetanálise
MortalidadeSem diferençaSem diferençaMúltiplos estudos
AmputaçãoSem diferençaSem diferençaOR 0,85 (IC 0,56–1,31)
Tempo de internaçãoMaiorMenorLeake 2017
Complicações de feridaMais frequentesMenos frequentesMetanálise

Quando Escolher Cada Técnica

✅ OPAR — Cirurgia Aberta

  • Expectativa de vida ≥5 anos
  • Veia safena ipsilateral ou contralateral de boa qualidade
  • Risco cirúrgico aceitável
  • Runoff distal comprometido (safena tolera oclusão parcial melhor que stent)
  • PAA com angulação extrema (stent-graft fratura)

Perviedade 1 ano: 95% · Menor reintervenção

✅ EPAR — Endovascular

  • Expectativa de vida reduzida
  • Ausência de veia safena adequada
  • Alto risco cirúrgico (cardíaco, pulmonar)
  • Preferência do paciente por internação menor
  • PAA com anatomia de colo favorável

Perviedade 1 ano: 80% · Menor internação · Vigilância intensiva

Evidência do Único RCT: Antonello 2005

O único ensaio clínico randomizado disponível (Antonello 2005) alocou 30 pacientes (15 OPAR × 15 EPAR) e não demonstrou diferença significativa nos desfechos. No entanto, o estudo tem baixo poder estatístico para detectar diferenças clinicamente relevantes. Toda a base comparativa robusta vem de estudos observacionais e metanálises — o que sustenta a graduação Grau 2C para a Rec 4.

Referências

  1. Farber A, Angle N, Avgerinos E, Dubois L, Eslami M, Geraghty P, et al. The Society for Vascular Surgery clinical practice guidelines on popliteal artery aneurysms. J Vasc Surg. 2022;75(1 Suppl):109S–120S.
  2. Eslami MH, Rybin D, Doros G, Farber A. Open repair of asymptomatic popliteal artery aneurysm is associated with better outcomes than endovascular repair. J Vasc Surg. 2015;61(3):663–9.
  3. Galinanes EL, Dombrovskiy VY, Graham AM, Vogel TR. Endovascular versus open repair of popliteal artery aneurysms. Vasc Endovasc Surg. 2013;47(4):267–73.
  4. Leake AE, Avgerinos ED, Chaer RA, Makaroun MS, Eslami MH. Contemporary outcomes of open and endovascular popliteal artery aneurysm repair. J Vasc Surg. 2017;65(5):1414–22.
  5. Antonello M, Frigatti P, Battocchio P, Lepidi S, Cognolato D, Dall'Antonia A, et al. Open repair versus endovascular treatment for asymptomatic popliteal artery aneurysm. J Vasc Surg. 2005;42(2):185–93.
  6. Ascher E, Markevich N, Schutzer RW, Kallakuri S, Jacob T, Hingorani AP. Small popliteal artery aneurysms: are they clinically significant? J Vasc Surg. 2003;37(4):755–60.

Fui diagnosticado com aneurisma de poplítea e quero saber se devo operar

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Perguntas Frequentes

Por que um PAA <20 mm pode precisar de reparo mesmo sendo pequeno?
A presença de trombo mural, suspeita clínica de embolismo distal ou runoff tibial comprometido indica risco elevado de complicação mesmo em aneurismas pequenos. A SVS 2022 sugere considerar reparo preventivo nessa situação (Rec 3, Grau 2C), pois a ausência de pulsos tibiais e o comprometimento do runoff são preditores independentes de evolução desfavorável.
Quando o reparo aberto (OPAR) é preferido ao endovascular (EPAR)?
Para pacientes com expectativa de vida ≥5 anos e veia safena adequada, a SVS 2022 sugere OPAR como técnica preferencial (Rec 4, Grau 2C). O VQI demonstrou perviedade primária de 95% para OPAR vs 80% para EPAR em 1 ano (p<0,001), com menor risco de MALE e menor taxa de reintervenção.
Quando o EPAR (endovascular) é a melhor opção?
O EPAR é preferível em pacientes com expectativa de vida reduzida, ausência de veia safena adequada, alto risco cirúrgico, ou anatomia desfavorável para cirurgia aberta. Tem menor tempo de internação e menos complicações de ferida, mas requer vigilância mais intensiva por maior taxa de reintervenção.
Existe evidência de um ensaio clínico randomizado comparando OPAR e EPAR?
Existe apenas um RCT (Antonello 2005), com 30 pacientes (15 OPAR vs 15 EPAR), que não demonstrou diferença significativa — mas tem baixo poder estatístico. A maioria das evidências vem de estudos retrospectivos e metanálises. A metanálise de Leake 2017 (14 estudos, 4.880 reparos) mostrou maior perviedade primária e menor taxa de reintervenção para OPAR, com maior internação e mais complicações de ferida.
O mortalidade e a taxa de amputação diferem entre OPAR e EPAR?
Não. As metanálises disponíveis não demonstraram diferença significativa em mortalidade (OR 0,28 em 30d; OR 0,49 no seguimento mais longo) nem em taxa de amputação (OR 0,85) entre as duas técnicas. A diferença é principalmente na perviedade primária e taxa de reintervenção.

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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