Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
SVS AAP 2022 — G4

Aneurisma de Poplítea: Vigilância Pós-Reparo e Conduta Conservadora

Diretrizes SVS 2022 — Rec 6 (Grau 1B): protocolo DUS + ITB nos 3, 6, 12 meses → anual pós-OPAR/EPAR. Vigilância do saco aneurismático. Rec 7 (Grau 2C): monitoramento anual do PAA não tratado.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 18 de junho de 202611 min de leitura

Resposta direta: Vigilância pós-reparo de PAA: Eco-Doppler com 3, 6 e 12 meses, depois anual (SVS 2022 Rec 6). PAA <20mm assintomático sem trombo: seguimento semestral com DUS (Rec 7). Saco aneurismático crescente após EPAR indica endofuga — indica reintervenção. Antiagregação plaquetária permanente após qualquer reparo de PAA.

O tratamento do aneurisma de artéria poplítea não termina na sala de operação. A vigilância pós-reparo é obrigatória tanto após cirurgia aberta quanto após reparo endovascular — com protocolos distintos de intervalo e avaliação. Para os casos em que o reparo é diferido, a conduta conservadora exige monitoramento anual rigoroso: 68% dos PAAs assintomáticos observados complicam em 5 anos.

Infográfico: Aneurisma de Poplítea — Vigilância Pós-Reparo e Conduta Conservadora SVS 2022

Recomendação 6 — Vigilância Pós-OPAR e Pós-EPAR

Rec 6A — Grau 1B (forte · evidência moderada)

Após OPAR ou EPAR: exame clínico + ITB + eco duplex (DUS) nos 3, 6 e 12 meses do 1º ano → anualmente se estável. Avaliar perviedade do reparo e tamanho do saco aneurismático.

Rec 6B — Grau 1C (forte · evidência baixa)

Compressão sintomática ou expansão sintomática do saco aneurismático → descompressão cirúrgica.

Protocolo de Vigilância Pós-Reparo

MomentoAvaliação obrigatóriaO que procurar
3 mesesExame clínico + ITB + DUSPerviedade do reparo · Oclusão precoce · Tamanho do saco · Expansão por endofuga · Lesões ameaçando perviedade
6 mesesExame clínico + ITB + DUS
12 mesesExame clínico + ITB + DUS
Anualmente (se estável)Exame clínico + ITB + DUSManutenção do reparo · Crescimento do saco · Novas estenoses
A qualquer momentoAlteração no exame, ITB ou DUS→ Conduzir conforme diretrizes de bypass de membro inferior

Por Que a Vigilância do Saco Aneurismático É Obrigatória

O crescimento do saco aneurismático após o reparo — especialmente no EPAR — indica falha de exclusão com fluxo residual para dentro do saco (endofuga). Se não corrigida, pode evoluir para ruptura ou compressão de estruturas adjacentes.

1/3

dos PAAs reparados precisaram de reintervenção em 2 anos

Stone 2005, n=55

63%

das falhas de stent-graft ocorrem no 1º ano

Piazza 2014, 46 EPARs

5

PAAs com fluxo residual + crescimento do saco detectados em 48 pacientes

Davies 2010

Descompressão Cirúrgica do Saco (Rec 6B, Grau 1C)

Mesmo após exclusão adequada do PAA, o saco aneurismático remanescente pode causar sintomas compressivos — sobre a veia poplítea (trombose venosa, edema), o nervo tibial (neuropatia, dor), ou pela expansão progressiva. Nesses casos, a descompressão cirúrgica do saco está indicada. A decisão baseia-se nos sintomas e na avaliação de imagem, não apenas no tamanho.

Recomendação 7 — Conduta Conservadora no PAA Assintomático Não Tratado (Grau 2C)

Rec 7 — Grau 2C (fraco · evidência baixa)

PAA assintomático não submetido a reparo → monitoramento anual para mudanças em: sintomas, exame de pulsos, extensão do trombo, perviedade das artérias de outflow e diâmetro do aneurisma.

Por Que "Observar" Exige Vigilância Rigorosa

A decisão de não reparar um PAA não é uma decisão de "alta". Os dados históricos são inequívocos:

EstudoNComplicações (observação)
Dawson 199442 assintomáticos24% em 1 ano · 68% em 5 anos · ausência de pulso tibial = preditor forte
Schröder 1996217 pacientes53% livres de sintomas em 5 anos → 47% complicaram
Farina 198914 conservadores36% complicações em média de 26 meses
Dawson 1997 (revisão)437 aneurismasComplicação em média de 18 meses · taxa de amputação com complicação: 25%

O Que Monitorar Anualmente no PAA Conservador

Avaliação Clínica

  • 🔍 Sintomas novos (dor, claudicação, edema, cianose)
  • 🩺 Exame de pulsos (tibial posterior e pedioso)
  • 📏 ITB (queda indica deterioração de outflow)

Eco Duplex (DUS)

  • 📐 Diâmetro do PAA (crescimento >5 mm/ano = reavaliação)
  • 🩸 Extensão e progressão do trombo mural
  • 🔀 Perviedade das artérias tibiais (runoff)
  • 💧 Evidência de embolização distal

Manejo Clínico Otimizado no PAA Não Tratado

O controle de fatores de risco cardiovascular está indicado pela alta prevalência de DAP e doença coronariana associadas:

  • Cessação do tabagismo
  • Controle de HAS, dislipidemia e diabetes
  • Estatinas e antiagregantes: indicados pela doença aterosclerótica sistêmica

Importante: nenhum medicamento demonstrou modificar diretamente o crescimento do PAA ou o risco de trombose — o único estudo sobre o tema não encontrou correlação com estatinas, anticoagulantes, betabloqueadores ou antiarrítmicos, mas a amostra foi insuficiente para conclusões definitivas.

Síntese da Série SVS AAP 2022

PostTemaRecomendações
G1Rastreamento e Indicações de ReparoRec 1 (1B) · Rec 2 (1B + 2C)
G2PAA com Trombo e OPAR vs EPARRec 3 (2C) · Rec 4 (2C)
G3Isquemia Aguda — Algoritmo RutherfordRec 5 (1B)
G4Vigilância Pós-Reparo e ConservadorRec 6 (1B + 1C) · Rec 7 (2C)

Referências

  1. Farber A, Angle N, Avgerinos E, Dubois L, Eslami M, Geraghty P, et al. The Society for Vascular Surgery clinical practice guidelines on popliteal artery aneurysms. J Vasc Surg. 2022;75(1 Suppl):109S–120S.
  2. Stone PA, Armstrong PA, Bandyk DF, Keeling WB, Flaherty SK, Shames ML, et al. The value of duplex surveillance after open and endovascular popliteal aneurysm repair. J Vasc Surg. 2005;41(6):936–41.
  3. Piazza M, Menegolo M, Ferrari A, Ricotta JJ 2nd, Frigatti P, Anti L, et al. Long-term outcomes and sac volume shrinkage after endovascular popliteal artery aneurysm repair. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2014;48(2):161–8.
  4. Davies RS, Wall ML, Rai S, Simms MH, Vohra RK, Bradbury AW, et al. Long-term results of surgical repair of popliteal artery aneurysm. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2007;34(6):714–8.
  5. Dawson I, Sie RB, van Bockel JH. Atherosclerotic popliteal aneurysm. Br J Surg. 1997;84(3):293–9.
  6. Schröder A, Löfberg AM, Öst P, Hellberg A, Norlén K, Eklöf B. Long-term results after surgical treatment of arterial popliteal aneurysms. Eur J Vasc Surg. 1996;11(4):422–8.

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Perguntas Frequentes

Com que frequência devo ser acompanhado após o reparo do aneurisma de poplítea?
A SVS 2022 recomenda exame clínico + ITB + eco duplex nos 3, 6 e 12 meses do 1º ano pós-operatório. Se estável, o acompanhamento passa a ser anual. Além da perviedade do reparo, o saco aneurismático deve ser avaliado para sinais de expansão.
O que significa "vigilância do saco aneurismático" no acompanhamento pós-reparo?
Mesmo após o reparo aberto ou endovascular, o saco aneurismático pode crescer se houver falha da exclusão (endofuga no EPAR) ou repermeabilização. O crescimento do saco indica necessidade de reintervenção. Se houver compressão sintomática de estruturas adjacentes (veia, nervo) ou expansão sintomática, está indicada descompressão cirúrgica (Rec 6, Grau 1C).
Qual a taxa de reintervenção após o reparo do PAA?
Stone 2005 acompanhou 55 PAAs e observou que 1/3 precisou de reintervenção em 2 anos após o reparo. Piazza 2014 relatou 11 falhas de stent-graft em 46 EPARs, com 63% das falhas ocorrendo no primeiro ano. Esses dados justificam o protocolo de vigilância rigorosa especialmente no 1º ano.
O PAA assintomático não tratado pode ser apenas observado?
Sim, mas com vigilância anual rigorosa. A SVS 2022 sugere monitorar anualmente: sintomas, pulsos, extensão do trombo, perviedade do outflow e diâmetro do aneurisma (Rec 7, Grau 2C). Dados de Dawson 1994 mostram que 24% complicam em 1 ano e 68% em 5 anos — o que reforça que "observar" não significa "negligenciar".
Os medicamentos (estatina, anticoagulante) modificam a história natural do PAA não tratado?
Não há evidência de que estatinas, anticoagulantes, betabloqueadores ou anti-hipertensivos modifiquem diretamente o crescimento ou o risco de trombose do PAA. O único estudo avaliando essa questão não encontrou correlação, mas tinha amostra insuficiente. O controle de fatores de risco aterosclerótico é indicado pela doença sistêmica associada, não pelo PAA em si.

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Este conteúdo é voltado para profissionais de saúde. Para encaminhamento de paciente, segunda opinião ou discussão de conduta com o Dr. Maurício, entre em contato direto pelo WhatsApp.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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