Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
ESVS 2025 — J7

Aneurismas das Artérias Viscerais — ESVS 2025 (Recs 72–94)

23 Recomendações — maioria novas — unificando pela primeira vez os limiares de tratamento: ≥30mm para esplênica, hepática, celíaca, AMS e renal; ≥15mm para PDAA. Gestante: tratar AAE e AAR qualquer tamanho. Endovascular preferido quando anatomicamente viável.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 19 de junho de 202614 min de leitura

Resposta direta: ESVS 2025 unificou limiares para AAV assintomáticos: ≥30mm para esplênica/hepática/celíaca/AMS/renal; PDAA ≥15mm (alto risco ruptura 38%, mortalidade 30%). Sintomático: reparo urgente qualquer tamanho (Rec 73, Classe I). Gestante: AAE e AAR qualquer tamanho (Recs 82, 94). Endovascular preferido quando viável anatomicamente (Rec 77, Classe I). Vigilância anual nos primeiros 3 anos para AAV < limiar (Rec 76).

O Capítulo 9 da ESVS 2025 (Aneurismas de Artérias Viscerais — VAA) traz 23 Recomendações, com 20 completamente novas. O ponto mais prático: pela primeira vez na história das diretrizes vasculares europeias, os limiares de tratamento para todos os AAV foram unificados em uma única tabela — eliminando a heterogeneidade das recomendações anteriores (SVS 2020, ESVS 2011) e simplificando a tomada de decisão clínica.

Infográfico: Aneurismas das Artérias Viscerais ESVS 2025. Tabela de limiares por território, gestante qualquer tamanho, endovascular preferido, vigilância anual 3 anos. Recs 72-94.
Limiares de tratamento para AAV — ESVS 2025 (Recs 72–94). Unificação em ≥30mm, exceto PDAA ≥15mm. Gestante: qualquer tamanho.

Assista: Aneurismas Viscerais — ESVS 2025 (J7)

1. Princípios Gerais (Recs 72–79)

RecClasseLoEPrincípio Geral
72ICCTA para diagnóstico, caracterização e planejamento de todos os AAV (Unchanged)
73ICReparo urgente de qualquer AAV sintomático, independente de tamanho e localização (Unchanged)
74IIaCAAV micótico: cirurgia aberta urgente + antibióticos (endovascular não curativo) (New)
75IIbCEndovascular + antibióticos como opção paliativa em AAV micótico inoperável (New)
76IIbCVigilância anual nos primeiros 3 anos em AAV assintomático abaixo do limiar de intervenção (Changed)
77ICTratamento endovascular preferido quando anatomicamente adequado (Changed)
78ICReconstrução arterial preferida sobre oclusão do vaso quando possível e paciente não é de alto risco cirúrgico (Unchanged)
79IIaCVigilância individualizada após reparo (DUS ou CTA, frequência individualizada) (New)

2. Limiares de Intervenção por Território — A Tabela Unificada ESVS 2025

ArtériaAssintomático ≥ limiarAssintomático < limiarGestanteRec (Classe)
Esplênica (AAE)≥ 30mm → tratar< 30mm → vigilânciaQualquer tamanho80–83
Hepática (AAH)≥ 30mm → tratar< 30mm → vigilância84–85
Celíaca (AAC)≥ 30mm → tratar< 30mm → vigilância86–87
PDAA ⚠️≥ 15mm → tratar< 15mm → vigilância88
AMS (SMAA)≥ 30mm → tratar< 30mm → vigilância89–91
Renal (AAR)≥ 30mm → tratar< 30mm → vigilânciaQualquer tamanho

Atenção Especial em Gestantes

A ruptura do AAE durante a gravidez tem mortalidade materna de 25% e mortalidade fetal de 50%. A ruptura do AAR em gestantes tem mortalidade materna de 16% e fetal de 86%. A Rec 82 (AAE, Classe IIa, nova) e Rec 94 (AAR, Classe IIa, nova) indicam tratamento em qualquer tamanho durante a gravidez. A embolização endovascular com coils é o método preferido por evitar laparotomia e radiação de CTA de seguimento.

Ref: Koelemay MJ et al. ESVS 2025 Clinical Practice Guidelines on the Management of Diseases of the Mesenteric and Renal Arteries and Veins. EJVES 2025;70:153–218.

Ref: Koelemay MJ et al. ESVS 2025 Clinical Practice Guidelines on the Management of Diseases of the Mesenteric and Renal Arteries and Veins. EJVES 2025;70:153–218.

Perguntas Frequentes

Qual o tamanho mínimo para indicar tratamento de um aneurisma de artéria visceral assintomático?
A ESVS 2025 unificou pela primeira vez os limiares de tratamento para todos os aneurismas de artérias viscerais (AAV). O limiar geral é de ≥30mm para aneurismas assintomáticos de: artéria esplênica (Rec 80, Classe IIa), artéria hepática (Rec 84, Classe IIa), tronco celíaco (Rec 86, Classe IIa), artéria mesentérica superior (Rec 89, Classe IIa) e artéria renal (Rec 92, Classe IIa). Exceção importante: o aneurisma pancreaticoduodenal (PDAA) tem limiar menor de ≥15mm (Rec 88, Classe IIa) pelo alto risco de ruptura — em série de 125 pacientes, 38% tiveram ruptura, com mortalidade de 30% na ruptura, e a associação com estenose do tronco celíaco (responsável pela hipertensão hemodinâmica nas artérias pancreaticoduodenais) amplifica o risco. Para AAV menores que o limiar: vigilância semestral ou anual nos primeiros 3 anos (Rec 76, Classe IIb). Independente do tamanho: AAV sintomático = reparo urgente (Rec 73, Classe I).
Qual é a diferença no manejo do aneurisma da artéria esplênica em gestantes vs não gestantes?
O aneurisma da artéria esplênica (AAE) em gestante representa uma emergência cirúrgica potencialmente letal. A mortalidade materna na ruptura do AAE durante a gravidez chega a 25% e a mortalidade fetal a 50% — justificando intervenção independente do tamanho (Rec 82, Classe IIa — nova em 2025). Em mulheres em idade fértil (não gestantes), a indicação é mais liberal que nos homens: Rec 83 (Classe IIb, nova) permite considerar o tratamento mesmo em AAE assintomáticos menores que 30mm em mulheres que desejam engravidar. Em mulheres não gestantes e sem planos de gravidez: limiar ≥30mm (Rec 80, Classe IIa). Em gestantes: endovascular com embolização (coils ou oclusão de fluxo) é preferido por evitar a radiação de CTA e o risco cirúrgico materno-fetal. Após o tratamento, a gravidez pode ser mantida com vigilância ecográfica intensiva.
Por que o aneurisma pancreaticoduodenal (PDAA) tem um limiar de tratamento menor que os outros?
O PDAA tem limiar de ≥15mm para intervenção (Rec 88, Classe IIa) porque apresenta risco de ruptura desproporcional ao seu tamanho. A fisiopatologia é única: o PDAA ocorre frequentemente em associação com estenose do tronco celíaco (presente em 75% das séries), que desvia o fluxo arterial para o sistema pancreaticoduodenal gerando hipertensão hemodinâmica local. Esse mecanismo explica: (1) por que PDCAs são frequentemente múltiplos; (2) por que o risco de ruptura é maior mesmo em tamanhos pequenos; (3) por que o tratamento do tronco celíaco pode levar à regressão do PDAA em alguns casos. Na maior série publicada (125 pacientes), 38% dos PDCAs romperam durante o seguimento, com mortalidade de 30% na ruptura. Pela localização, o tratamento preferencial é endovascular (embolização com coils).

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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