Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
Emergência Vascular

Tromboembolismo Venoso (TEV): Proteja sua Circulação

A 3ª causa cardiovascular mais frequente no mundo. Entenda a relação entre trombose e embolia pulmonar, os sinais de alerta e por que o diagnóstico precoce salva vidas.

Quando um coágulo se forma em uma veia profunda da perna, ele pode se soltar e viajar até os pulmões — causando uma embolia pulmonar, uma emergência que mata 34% dos pacientes antes mesmo do tratamento. Este guia explica o que é o TEV, quem está em risco e como se proteger.

Infográfico sobre Tromboembolismo Venoso: o que é TEV, impacto no Brasil, fatores de risco, sinais de alerta e diagnóstico

Assista: TEV Explicado

1. O Que É o TEV?

O Tromboembolismo Venoso é uma condição que engloba duas doenças do mesmo espectro, com os mesmos fatores de risco:

🦵 Trombose Venosa Profunda (TVP)

Formação de coágulos dentro das veias profundas, geralmente nas pernas. O coágulo pode crescer e obstruir o fluxo sanguíneo, causando inchaço, dor e alterações na pele.

🫁 Embolia Pulmonar (TEP)

Ocorre quando o coágulo se desprende e viaja até os pulmões, obstruindo as artérias pulmonares. É uma emergência médica com alto risco de morte.

📊 Impacto no Brasil

  • 3ª causa mais frequente de síndrome cardiovascular aguda no mundo
  • • Mais de 520 mil internações no Brasil entre 2010 e 2021
  • 34% dos pacientes morrem subitamente ou em poucas horas, antes de iniciar tratamento

2. Quem Deve Ficar Atento?

O TEV está ligado à Tríade de Virchow — três pilares que favorecem a formação de coágulos:

CategoriaFatores de Risco
Estase (Fluxo Lento)Idade avançada, imobilização (>3 dias), cirurgias grandes, viagens longas, gravidez, varizes
Lesão no VasoTabagismo, cateteres venosos, traumas físicos
HipercoagulabilidadeCâncer, anticoncepcionais com estrogênio, reposição hormonal, obesidade, doenças inflamatórias

⚠️ Atenção

Entre 25% e 50% dos pacientes com primeiro episódio de TEV não possuem fator de risco facilmente identificável. A doença pode surgir sem causa aparente.

3. Sinais de Alerta

O diagnóstico pode ser difícil porque os sintomas são, por vezes, inespecíficos ou até inexistentes.

🦵 Sintomas de TVP

  • • Inchaço em apenas uma perna
  • • Dor e sensibilidade ao longo das veias
  • • Pele quente e avermelhada
  • • Em casos graves: coloração azulada (cianose) e bolhas

Atenção: Em 20-50% dos casos, a TVP pode ser extensa e completamente silenciosa.

🫁 Sintomas de Embolia Pulmonar

  • Falta de ar súbita (dispneia)
  • Dor no peito ao respirar
  • • Tosse com sangue (hemoptise)
  • • Desmaio ou tontura

🚨 Emergência: Procure o pronto-socorro imediatamente.

4. Como os Médicos Confirmam o Diagnóstico?

A falha no diagnóstico pode ser fatal. O processo segue etapas bem definidas:

1. Escore de Wells (Avaliação de Risco)

Sistema de pontos que classifica a probabilidade como baixa, moderada ou alta. Direciona os próximos exames.

2. D-dímero (Exame de Sangue)

Alta sensibilidade. Se negativo em paciente de baixo risco, praticamente descarta TEV. Se positivo, exames de imagem são necessários.

3. Ultrassonografia Vascular com Doppler

Método de escolha para TVP. Indolor, sem radiação, sem contraste. Sensibilidade de 96% e especificidade de 98-100%. Visualiza o coágulo em tempo real.

4. Ecocardiograma

Fundamental em TEP grave. Avalia se o coração está em sobrecarga pela obstrução pulmonar.

5. Angiotomografia / Cintilografia

Exames de imagem específicos para visualizar a circulação pulmonar e confirmar embolia.

5. Como se Proteger?

🏥 Após Cirurgias

Movimentação precoce, anticoagulação profilática quando indicada e uso de meias elásticas.

✈️ Viagens Longas

Hidratação constante, exercícios com os pés a cada 2 horas e levantar-se para caminhar.

💊 Anticoncepcionais

Revisar o método com o médico. Evitar estrogênio em pacientes com fatores de risco ou trombofilia.

⚖️ Estilo de Vida

Controle de peso, atividade física regular, cessação do tabagismo e hidratação adequada.

Diagnóstico Precoce Salva Vidas

O TEV é grave, mas passível de prevenção e tratamento. Todo inchaço assimétrico nas pernas deve ser investigado por um especialista. A ultrassonografia vascular é segura, precisa e indolor — e pode detectar o coágulo antes que ele se torne uma embolia. Não ignore os sinais.

Perguntas Frequentes

O que é tromboembolismo venoso (TEV)?
O TEV engloba duas doenças do mesmo espectro: a Trombose Venosa Profunda (TVP), quando um coágulo se forma em veias profundas das pernas, e o Tromboembolismo Pulmonar (TEP), quando esse coágulo se desprende e viaja até os pulmões. Ambos compartilham os mesmos fatores de risco.
Quais os sintomas da embolia pulmonar?
Os principais sinais são falta de ar súbita, dor no peito (que piora ao respirar), tosse com sangue, tontura e desmaio. É uma emergência médica — procure o pronto-socorro imediatamente. Cerca de 34% dos pacientes morrem antes mesmo de iniciar tratamento.
A trombose pode não ter sintomas?
Sim. Em 20% a 50% dos casos, a TVP pode ser extensa e completamente silenciosa — sem dor, sem inchaço. Por isso, pacientes com fatores de risco (cirurgia recente, imobilização, câncer, uso de anticoncepcionais) devem manter acompanhamento preventivo.
Como é feito o diagnóstico do TEV?
O médico avalia a probabilidade clínica (Escore de Wells), solicita D-dímero (exame de sangue) e confirma com Ultrassonografia Vascular com Doppler para TVP (sensibilidade de 96%, especificidade de 98-100%). Para embolia pulmonar, utiliza-se angiotomografia, cintilografia e ecocardiograma.
Anticoncepcional aumenta o risco de trombose?
Sim. Anticoncepcionais que contêm estrogênio aumentam o risco de TEV. Esse risco é ainda maior em mulheres fumantes, obesas ou portadoras de trombofilia. Métodos sem estrogênio (DIU de cobre, DIU hormonal, implante, pílula de progestogênio) são alternativas mais seguras.
O TEV pode ser prevenido?
Sim. A prevenção inclui movimentação precoce após cirurgias, uso de meias elásticas em situações de risco, hidratação em viagens longas, controle de peso e revisão de anticoncepcionais com o médico. Em internações e cirurgias, o uso profilático de anticoagulantes é indicado.

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